Pólipos da Vesícula Biliar: Diagnóstico e Conduta Correta

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2024

Enunciado

Sobre as lesões polipoides da vesícula biliar, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pólipos de colesterol são comumente maiores do que 1 cm e geralmente únicos.
  2. B) Os adenomas maiores de 5 mm apresentam grande probabilidade para evolução maligna.
  3. C) A adenomiomatose é observada como uma lesão séssil, mais comumente localizada no fundo da vesícula e apresenta características microcísticas.
  4. D) Lesões polipoides assintomáticas menores do que 2,0 cm podem ser acompanhadas com ultrassonografias seriadas.
  5. E) A presença de lesão polipoide na vesícula biliar associada a cálculos não constitui indicação formal de colecistectomia.

Pérola Clínica

Adenomiomatose = lesão séssil, fundo vesicular, microcística; pólipos > 1 cm ou sintomáticos → colecistectomia.

Resumo-Chave

A adenomiomatose é uma condição benigna da vesícula biliar caracterizada por hiperplasia da mucosa e da camada muscular, com invaginações para o interior da parede (seios de Rokitansky-Aschoff) que podem aparecer como cistos ou divertículos na ultrassonografia, frequentemente no fundo vesicular.

Contexto Educacional

As lesões polipoides da vesícula biliar são achados relativamente comuns em exames de imagem, como a ultrassonografia abdominal, e representam um espectro de condições que variam de benignas a malignas. A maioria é de natureza benigna, sendo os pólipos de colesterol os mais frequentes. No entanto, a distinção entre lesões benignas e aquelas com potencial maligno, como os adenomas ou o carcinoma precoce, é crucial para o manejo adequado. A adenomiomatose é uma condição benigna caracterizada por hiperplasia da mucosa e da camada muscular da vesícula biliar, com invaginações da mucosa através da camada muscular, formando os chamados seios de Rokitansky-Aschoff. Ultrassonograficamente, ela se apresenta como um espessamento da parede vesicular, frequentemente no fundo, com pequenas áreas anecoicas ou hiperecoicas que correspondem aos seios dilatados, dando um aspecto microcístico. O manejo dos pólipos vesiculares depende de seu tamanho, número, características ultrassonográficas e presença de sintomas ou fatores de risco. Pólipos de colesterol são geralmente pequenos (<1 cm) e múltiplos. Adenomas, embora menos comuns, têm potencial de malignidade e pólipos maiores que 1 cm, ou aqueles com crescimento rápido, são considerados de alto risco e geralmente indicam colecistectomia. A presença de cálculos associados a pólipos também pode ser uma indicação para cirurgia, dependendo do contexto clínico.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais tipos de pólipos da vesícula biliar?

Os principais tipos incluem pólipos de colesterol (mais comuns e benignos), adenomiomatose (benigna, hiperplasia da parede), adenomas (com potencial de malignidade) e pólipos inflamatórios.

Quando a colecistectomia é indicada para pólipos da vesícula biliar?

A colecistectomia é indicada para pólipos maiores que 1 cm, pólipos sintomáticos, pólipos com crescimento rápido, pólipos associados a colangite esclerosante primária ou em pacientes com fatores de risco para câncer de vesícula biliar.

Qual a importância da adenomiomatose da vesícula biliar?

A adenomiomatose é uma condição benigna, mas pode ser confundida com outras lesões. É caracterizada por espessamento da parede da vesícula com seios de Rokitansky-Aschoff, que podem ser vistos como microcistos na ultrassonografia, geralmente no fundo da vesícula.

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