HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Lactente de 1 ano é examinado em consulta de rotina. Observam-se adenomegalias occipitais. A pediatra tranquiliza a mãe e fala que o comprometimento destes linfonodos está associado a:
Adenomegalia occipital em lactente → comum em dermatite seborreica ou infecções do couro cabeludo.
Adenomegalias occipitais em lactentes são frequentemente benignas e reativas a processos inflamatórios ou infecciosos do couro cabeludo, como a dermatite seborreica (crosta láctea), pediculose ou pequenas lesões.
A presença de adenomegalias em crianças é um achado comum em consultas pediátricas e frequentemente gera preocupação nos pais. Os linfonodos são parte do sistema imunológico e aumentam de tamanho em resposta a infecções ou inflamações. A localização da adenomegalia pode fornecer pistas importantes sobre a causa subjacente. As adenomegalias occipitais, especificamente, são linfonodos localizados na região posterior da cabeça, na base do crânio. Em lactentes, adenomegalias occipitais pequenas e móveis são, na grande maioria dos casos, benignas e reacionais. Elas estão frequentemente associadas a processos inflamatórios ou infecciosos que afetam o couro cabeludo e a região posterior da cabeça. Uma das causas mais comuns é a dermatite seborreica, conhecida como "crosta láctea", que é uma condição inflamatória benigna do couro cabeludo. Outras causas incluem infecções virais (como rubéola, embora menos comum com a vacinação), pediculose (piolhos), infecções fúngicas do couro cabeludo (tinea capitis) ou pequenas lesões e escoriações. A avaliação de uma adenomegalia deve considerar o tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade, presença de sinais inflamatórios locais e sintomas sistêmicos associados. Linfonodos maiores que 2-3 cm, endurecidos, fixos, indolores, ou acompanhados de febre prolongada, perda de peso, sudorese noturna ou hepatoesplenomegalia, exigem investigação mais aprofundada para excluir causas mais sérias, como doenças granulomatosas, autoimunes ou malignidades. No entanto, na ausência desses sinais de alarme, a tranquilização dos pais e a observação são condutas apropriadas, com foco no tratamento da condição subjacente do couro cabeludo, se presente.
As causas mais comuns de adenomegalia occipital em lactentes são reacionais a processos inflamatórios ou infecciosos do couro cabeludo, como dermatite seborreica (crosta láctea), pediculose, infecções fúngicas ou pequenas escoriações.
Deve-se preocupar se a adenomegalia for maior que 2-3 cm, endurecida, fixa, dolorosa sem causa aparente, acompanhada de febre prolongada, perda de peso, sudorese noturna ou outros sinais sistêmicos, indicando a necessidade de investigação.
Sim, a dermatite seborreica, especialmente quando afeta o couro cabeludo (crosta láctea), pode causar uma resposta inflamatória local que leva ao aumento reacional dos linfonodos regionais, incluindo os occipitais.
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