UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Com relação às lesões polipóides do cólon, pode-se afirmar que:
Adenoma viloso → maior risco de malignidade, mas menos comum que túbuloviloso.
Os adenomas vilosos, embora menos prevalentes que os tubulares ou túbulovilosos, são histologicamente associados a um risco significativamente maior de transformação maligna devido à sua arquitetura complexa e maior superfície de exposição. A vigilância e ressecção são cruciais para o manejo.
As lesões polipóides do cólon representam um espectro de achados que variam de benignos a pré-malignos e malignos, sendo de extrema importância na prática clínica e em provas de residência. A compreensão de sua classificação histológica e do potencial de malignidade é fundamental para o manejo adequado e a prevenção do câncer colorretal. Os adenomas, em particular, são considerados precursores da maioria dos cânceres colorretais, seguindo a sequência adenoma-carcinoma. Dentre os adenomas, o tipo viloso, embora menos frequente, possui o maior potencial de malignidade devido à sua arquitetura complexa e maior área de superfície. Em contraste, o adenoma tubular é o mais comum, mas com menor risco, e o túbuloviloso apresenta um risco intermediário. A classificação de Haggit é utilizada para avaliar a profundidade de invasão em pólipos com focos de carcinoma, orientando a necessidade de tratamento cirúrgico adicional versus ressecção endoscópica. O tratamento e o acompanhamento dependem do tipo histológico, tamanho, número e grau de displasia dos pólipos. A polipectomia endoscópica é o tratamento padrão para a maioria dos pólipos. Em casos de adenomas vilosos grandes ou pólipos com invasão profunda (Haggit 3 ou 4), a colectomia segmentar pode ser indicada para garantir a ressecção completa e avaliar linfonodos. A vigilância colonoscópica regular é essencial para prevenir a progressão para câncer.
Os principais tipos são adenomas tubulares (mais comuns, menor risco), túbulovilosos (risco intermediário) e vilosos (menos comuns, maior risco de malignidade). Outros incluem pólipos hiperplásicos (benignos) e serrilhados (potencial maligno variável).
A classificação de Haggit avalia a invasão do pedículo em pólipos com focos de carcinoma. Tipos 1 e 2 geralmente permitem polipectomia endoscópica, enquanto tipos 3 e 4, com invasão mais profunda, podem exigir cirurgia devido ao risco de metástase linfonodal.
A vigilância é crucial para detectar e remover pólipos antes que progridam para câncer. O intervalo das colonoscopias de acompanhamento depende do número, tamanho e histologia dos pólipos ressecados, bem como do histórico familiar do paciente.
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