HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2023
Sobre os pólipos de cólon e reto, assinale o tipo histológico com maior risco de malignização.
Pólipos colorretais → Adenoma viloso tem maior risco de malignização.
Entre os pólipos colorretais, os adenomas são as lesões pré-malignas mais importantes. O adenoma viloso, caracterizado por uma arquitetura viloide, possui o maior potencial de malignização devido à sua maior superfície e maior grau de displasia, seguido pelo tubuloviloso e tubular.
Os pólipos colorretais são crescimentos anormais da mucosa do cólon ou reto, sendo classificados histologicamente em neoplásicos (adenomas) e não neoplásicos (hiperplásicos, hamartomatosos, inflamatórios). Os adenomas são as lesões pré-malignas mais importantes e representam o precursor da maioria dos adenocarcinomas colorretais. A prevalência de pólipos aumenta com a idade, e sua detecção e remoção são pilares do rastreamento do câncer colorretal. Entre os adenomas, distinguem-se três subtipos principais com base em sua arquitetura glandular: tubular, tubuloviloso e viloso. O adenoma tubular é o mais comum e possui o menor risco de malignização. O adenoma tubuloviloso apresenta características mistas. O adenoma viloso, por sua vez, é caracterizado por ter mais de 80% de sua arquitetura composta por projeções vilosas, e é o tipo histológico com o maior potencial de malignização, especialmente quando grande (> 2 cm) e com displasia de alto grau. A remoção endoscópica dos pólipos (polipectomia) é o tratamento padrão. Após a remoção, a análise histopatológica é fundamental para determinar o tipo de pólipo, o grau de displasia e a presença de invasão, o que orientará o seguimento do paciente. A compreensão do risco de malignização associado a cada tipo de pólipo é crucial para a estratificação de risco e para a definição da frequência das colonoscopias de vigilância, visando a prevenção secundária do câncer colorretal.
Os principais tipos são os adenomas (tubular, tubuloviloso, viloso), que são pré-malignos; os pólipos hiperplásicos, geralmente benignos; e os pólipos hamartomatosos, associados a síndromes genéticas mas com baixo risco intrínseco de malignização.
O adenoma viloso possui uma arquitetura com projeções digitiformes longas e finas, o que resulta em maior superfície epitelial exposta e, frequentemente, maior grau de displasia e tamanho, características associadas a um risco elevado de progressão para adenocarcinoma.
O rastreamento é crucial para a prevenção do câncer colorretal, pois permite a detecção e remoção de pólipos adenomatosos antes que se transformem em câncer. A colonoscopia é o método padrão-ouro para esse rastreamento.
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