Adenoma Túbulo-Viloso com Displasia de Alto Grau: Conduta

FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2024

Enunciado

Paciente de 60 anos apresenta retorragia intensa há 2 meses. Retosigmoidoscopia revelou lesão polipoide, séssil, medindo +- 3cm de diâmetro e distando +- 3cm da margem anal, cuja biópsia demonstrou tratar-se de adenoma túbulo-viloso com displasia de alto grau. Qual a conduta mais adequada para este caso?

Alternativas

  1. A) Ressecção anterior baixa de reto.
  2. B) Amputação abdominoperineal de reto.
  3. C) Ressecção local da lesão.
  4. D) Radio e quimioterapia.
  5. E) Terapia fotodinâmica

Pérola Clínica

Adenoma túbulo-viloso com displasia de alto grau no reto (séssil, <3cm da margem anal) → ressecção local da lesão.

Resumo-Chave

Um adenoma túbulo-viloso com displasia de alto grau, especialmente quando séssil e próximo à margem anal, tem um risco significativo de progressão para carcinoma. A ressecção local é a conduta mais adequada para lesões que não invadem a submucosa, permitindo a remoção completa com margens livres e preservando a função esfincteriana.

Contexto Educacional

Os pólipos retais, especialmente os adenomas, são lesões pré-cancerígenas que podem evoluir para carcinoma colorretal. Entre os tipos histológicos, o adenoma túbulo-viloso possui o maior potencial de malignidade, e a presença de displasia de alto grau eleva significativamente esse risco. A retorragia é um sintoma comum que justifica a investigação endoscópica, como a retosigmoidoscopia. A localização da lesão (3cm da margem anal) e o tamanho (3cm de diâmetro), juntamente com o caráter séssil e a displasia de alto grau, são fatores cruciais para a decisão terapêutica. Para adenomas com displasia de alto grau que não apresentam evidência de invasão da submucosa profunda ou músculo próprio, a ressecção local é a conduta mais adequada. Esta abordagem permite a remoção completa da lesão com margens livres, minimizando a morbidade e preservando a função esfincteriana. Cirurgias como a ressecção anterior baixa ou a amputação abdominoperineal são reservadas para casos de carcinoma invasivo ou lesões muito extensas que não podem ser ressecadas localmente com segurança. A radioterapia e quimioterapia são tratamentos adjuvantes para câncer invasivo, e a terapia fotodinâmica não é a primeira linha para adenomas com displasia de alto grau. A escolha da ressecção local reflete uma abordagem oncológica adequada com foco na preservação da qualidade de vida do paciente.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da displasia de alto grau em um adenoma retal?

A displasia de alto grau em um adenoma retal indica um risco elevado de progressão para carcinoma invasivo. É um estágio pré-maligno avançado que exige remoção completa da lesão.

Quando a ressecção local é indicada para lesões retais?

A ressecção local é indicada para lesões retais benignas ou com displasia de alto grau, desde que sejam pequenas, móveis, sem evidência de invasão da submucosa profunda ou músculo próprio, e acessíveis para ressecção completa com margens livres.

Quais são os riscos de um adenoma túbulo-viloso?

O adenoma túbulo-viloso é o tipo de pólipo com maior potencial de malignidade, especialmente se for grande e apresentar displasia de alto grau. O risco de progressão para câncer colorretal é significativo se não for removido adequadamente.

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