Adenoma Tóxico Tireoide: Manejo Cirúrgico e Opções

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2025

Enunciado

Em relação ao manejo do bócio nodular tóxico e do adenoma tóxico da tireoide, qual das seguintes afirmações está correta?

Alternativas

  1. A) A lobectomia é frequentemente curativa no caso de um único adenoma hiperfuncionante e deve ser considerada como abordagem cirúrgica quando os sintomas clínicos são acentuados.
  2. B) Os pacientes com bócio nodular tóxico devem ser tratados exclusivamente com terapia de tionamida, independentemente da resposta clínica ou da presença de sintomas.
  3. C) No manejo do bócio nodular tóxico, a cintilografia com I131 é utilizada para confirmar a presença de hipofunção tireoidiana e a necessidade subsequente de tratamento cirúrgico.
  4. D) A ultrassonografia e tomografia computadorizada são universalmente aceitas como necessárias e imprescindíveis na avaliação pré-operatória de todos os pacientes com bócio nodular tóxico.
  5. E) Os níveis elevados de anticorpos tireoidianos são um marcador diagnóstico definitivo de bócio nodular tóxico e devem ser utilizados exclusivamente para o diagnóstico.

Pérola Clínica

Adenoma tóxico único + sintomas acentuados → Lobectomia é curativa.

Resumo-Chave

A lobectomia é uma opção cirúrgica eficaz e frequentemente curativa para adenomas tóxicos únicos e hiperfuncionantes, especialmente quando há sintomas clínicos significativos. É uma alternativa à terapia com iodo radioativo ou tionamidas em casos selecionados.

Contexto Educacional

O bócio nodular tóxico e o adenoma tóxico da tireoide são causas comuns de hipertireoidismo, caracterizados pela produção autônoma de hormônios tireoidianos por um ou mais nódulos. A distinção entre eles e a escolha do tratamento adequado são cruciais para a prática clínica e para a residência médica. A compreensão da fisiopatologia e das opções terapêuticas é fundamental. O diagnóstico envolve a avaliação clínica, dosagem de TSH e hormônios tireoidianos, e cintilografia da tireoide, que é essencial para identificar os nódulos hiperfuncionantes ("quentes"). A ultrassonografia é útil para caracterizar os nódulos, mas não é universalmente imprescindível para a decisão terapêutica em todos os casos de bócio nodular tóxico já diagnosticados. Anticorpos tireoidianos geralmente não são elevados nesses quadros, sendo mais característicos da Doença de Graves. As opções de tratamento incluem tionamidas para controle inicial, iodo radioativo para ablação do tecido hiperfuncionante e cirurgia (lobectomia para adenoma único ou tireoidectomia total/subtotal para bócio multinodular tóxico). A lobectomia é uma abordagem curativa para adenomas tóxicos únicos, especialmente quando há sintomas significativos ou preferência do paciente pela cirurgia. A escolha depende de fatores como tamanho do nódulo, idade do paciente, comorbidades e preferência individual.

Perguntas Frequentes

Quando a lobectomia é indicada para adenoma tóxico da tireoide?

A lobectomia é indicada para adenomas tóxicos únicos e hiperfuncionantes, especialmente quando os sintomas clínicos são acentuados ou há contraindicações para iodo radioativo. É uma opção curativa.

Qual o papel da cintilografia no bócio nodular tóxico?

A cintilografia com I131 é crucial para identificar nódulos hiperfuncionantes ("quentes") e diferenciar o bócio nodular tóxico de outras causas de hipertireoidismo, não para confirmar hipofunção.

Por que as tionamidas não são o tratamento exclusivo para bócio nodular tóxico?

As tionamidas controlam o hipertireoidismo, mas não tratam a causa subjacente do nódulo. Terapia com iodo radioativo ou cirurgia são opções definitivas, especialmente para nódulos grandes ou com sintomas compressivos.

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