FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2020
Paciente masculino, 52 anos, lhe procura em sua UBS pois foi submetido a colonoscopia para rastreio de câncer colorretal, durante a qual foi realizada retirada de pólipo colônico. O mesmo apresentou diagnóstico de adenoma serrilhado, gerando apreensão no paciente. Quanto a este tipo de pólipo, sabe-se que:
Adenoma serrilhado → predomínio cólon direito + alto risco de malignidade via serrilhada.
Adenomas serrilhados são lesões pré-malignas importantes, especialmente os sésseis, que predominam no cólon direito e estão associados a uma via de carcinogênese distinta, envolvendo mutações BRAF e hipermetilação CIMP, justificando sua remoção e acompanhamento.
Os pólipos colônicos são lesões comuns encontradas durante a colonoscopia de rastreio para câncer colorretal (CCR). Dentre eles, os adenomas serrilhados representam uma categoria histologicamente distinta e clinicamente relevante, sendo precursores de uma parcela significativa dos CCRs, especialmente aqueles com instabilidade microssatélite. A compreensão de suas características é fundamental para o manejo adequado e a prevenção do CCR. Sua prevalência tem sido cada vez mais reconhecida, destacando a importância de uma identificação e ressecção completas. A via serrilhada de carcinogênese é um mecanismo alternativo e importante para o desenvolvimento do CCR, diferente da via adenoma-carcinoma convencional. Os adenomas serrilhados sésseis (ASS) são as lesões precursoras mais importantes nesta via, caracterizados por mutações no gene BRAF e hipermetilação do DNA (fenótipo CIMP). Eles tendem a ser planos, mal definidos e localizados predominantemente no cólon direito, o que pode dificultar sua detecção durante a colonoscopia. A identificação histopatológica correta é crucial para diferenciar de pólipos hiperplásicos benignos. O manejo dos adenomas serrilhados envolve a ressecção completa durante a colonoscopia e um acompanhamento rigoroso. As diretrizes de vigilância pós-polipectomia são mais intensivas para os ASS devido ao seu maior risco de progressão para câncer e à possibilidade de lesões sincrônicas ou metacrônicas. Residentes devem estar cientes da importância desses pólipos, de suas características histopatológicas e moleculares, e das recomendações de rastreio e vigilância para otimizar a prevenção e detecção precoce do câncer colorretal.
Os adenomas serrilhados são pólipos colônicos com arquitetura serrilhada, que podem ser sésseis ou pediculados. Os adenomas serrilhados sésseis (ASS) são os mais relevantes clinicamente, predominando no cólon direito e apresentando alto potencial de malignidade.
Eles são precursores de câncer colorretal através da via serrilhada de carcinogênese, que é molecularmente distinta da via adenoma-carcinoma clássica. Esta via envolve mutações no gene BRAF e hipermetilação de ilhas CpG (CIMP), levando à instabilidade microssatélite e progressão para câncer.
A conduta após a remoção de um adenoma serrilhado depende do tipo e tamanho do pólipo, bem como da presença de displasia. Geralmente, requer vigilância colonoscópica mais frequente do que os adenomas convencionais devido ao seu potencial de malignidade e à dificuldade de detecção completa.
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