Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Uma mulher de 48 anos de idade queixa-se de nodulação em região submandibular esquerda, além de otalgia, há quatro meses. Realizou ultrassonografia, que mostrou um nódulo sólido de 2,5 cm na glândula parótida e uma punção aspirativa, com resultado sugestivo de adenoma pleomorfo. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.
Parotidectomia para adenoma pleomorfo → risco principal é lesão do nervo facial.
O adenoma pleomorfo é o tumor benigno mais comum da glândula parótida. O tratamento é cirúrgico (parotidectomia), e devido à íntima relação do nervo facial com a glândula, a lesão (paresia ou paralisia) desse nervo é a complicação mais temida e frequente, exigindo técnica cirúrgica meticulosa.
O adenoma pleomorfo é o tumor benigno mais frequente das glândulas salivares maiores, especialmente da parótida, representando cerca de 60-70% de todos os tumores parotídeos. Caracteriza-se por um crescimento lento e indolor, embora possa causar sintomas como otalgia ou dor referida em casos de compressão nervosa. O diagnóstico é frequentemente feito por ultrassonografia e punção aspirativa por agulha fina (PAAF), que geralmente é sugestiva, mas a confirmação definitiva é histopatológica após a ressecção. A fisiopatologia envolve a proliferação de células epiteliais e mesenquimais, daí o termo "misto" ou "pleomorfo". Embora benigno, o adenoma pleomorfo possui um risco de transformação maligna (carcinoma ex-adenoma pleomorfo) ao longo do tempo, especialmente em lesões de longa data ou recorrentes. Por essa razão, a excisão cirúrgica é o tratamento de escolha, visando a remoção completa do tumor. A parotidectomia é o procedimento cirúrgico para remover o tumor da glândula parótida. Devido à anatomia complexa da glândula e à passagem do nervo facial (responsável pela mímica facial) através dela, a principal complicação pós-operatória é a paresia ou paralisia do nervo facial. Outras complicações incluem fístula salivar, síndrome de Frey (sudorese gustatória) e hematoma. A identificação e preservação do nervo facial são cruciais durante a cirurgia, exigindo cirurgiões experientes e, por vezes, o uso de monitoramento intraoperatório do nervo.
O adenoma pleomorfo, também conhecido como tumor misto, é o tumor benigno mais comum da glândula parótida. Ele tem um potencial de transformação maligna em carcinoma ex-adenoma pleomorfo se não for tratado adequadamente, geralmente por excisão cirúrgica.
O nervo facial (VII par craniano) atravessa a glândula parótida e se ramifica dentro dela, sendo responsável pela mímica facial. Durante a parotidectomia, há um alto risco de lesão (paresia ou paralisia) desse nervo, o que pode causar assimetria facial, dificuldade para fechar o olho, falar e comer, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.
O tratamento padrão para o adenoma pleomorfo da parótida é a parotidectomia, que pode ser superficial, total ou subtotal, dependendo da localização e extensão do tumor. A cirurgia visa a remoção completa da lesão com margens de segurança, minimizando o risco de recorrência e de transformação maligna.
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