Adenoma Pleomórfico de Parótida: Diagnóstico e Conduta

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, de 44 anos de idade, comparece em consulta ambulatorial por abaulamento préauricular direito há 4 anos, com crescimento lento e progressivo. Nega dor local. Nega tabagismo e etilismo prévios. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, com presença de formação endurecida e bocelada de 4,0cm em região pré-auricular direita, não aderida a planos profundos, sem acometimento cutâneo, sem linfonodos palpáveis. A mímica facial encontra-se preservada. Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual é o tratamento indicado?

Alternativas

  1. A) Ressecção cirúrgica com margens livres, seguida de quimioterapia adjuvante.
  2. B) Radioterapia exclusiva, sem indicação de ressecção cirúrgica.
  3. C) Ressecção cirúrgica com margens livres, seguida de radioterapia adjuvante.
  4. D) Ressecção cirúrgica com margens livres.

Pérola Clínica

Massa parotídea de crescimento lento + mímica preservada = Adenoma Pleomórfico → Ressecção com margens.

Resumo-Chave

O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum das glândulas salivares; o tratamento padrão é a ressecção cirúrgica com margens livres para evitar recidiva local e transformação maligna.

Contexto Educacional

O adenoma pleomórfico (tumor misto benigno) apresenta-se tipicamente como um nódulo indolor, endurecido e de crescimento lento na região da parótida. A preservação da mímica facial é um sinal de benignidade. O tratamento é exclusivamente cirúrgico, e a radioterapia é reservada apenas para casos selecionados de recidivas múltiplas ou tumores inoperáveis, não sendo rotina para lesões benignas ressecáveis.

Perguntas Frequentes

Qual a cirurgia indicada para adenoma pleomórfico na parótida?

A conduta padrão é a parotidectomia superficial (se o tumor for lateral ao nervo facial) ou parotidectomia total (se profundo), sempre com preservação do nervo facial. A ressecção deve incluir uma margem de tecido glandular normal para evitar a ruptura da cápsula.

Existe risco de malignização no adenoma pleomórfico?

Sim, embora seja um tumor benigno, existe o risco de transformação para Carcinoma Ex-Adenoma Pleomórfico. Esse risco aumenta com o tempo de evolução da doença, geralmente após 10 a 15 anos de presença do tumor não tratado.

Por que não se deve fazer biópsia incisional?

A biópsia incisional é contraindicada pelo risco de disseminação de células tumorais no trajeto da biópsia, o que predispõe a recorrências multifocais de difícil controle. O diagnóstico é sugerido pela clínica e PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo