Nódulo de Parótida: Diagnóstico do Adenoma Pleomórfico

Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem de 50 anos procura atendimento ambulatorial devido aparecimento de nódulo em região da mandíbula direita de início há aproximadamente 7 meses, de crescimento lento. Nega febre. Nega perda ponderal. Nega sudorese. Nega trauma. Nega etilismo e tabagismo. Nega dor local. Ao exame: nódulo palpável na topografia da glândula parótida direita, indolor, fibroelástico, não aderido à planos profundos. Palpação da tireoide normal. Sem achados à inspeção da cavidade oral. A principal hipótese diagnóstica é:

Alternativas

  1. A) Carcinoma basocelular.
  2. B) Adenoma pleomórfico.
  3. C) Carcinoma mucoepidermóide.
  4. D) Linfoma.

Pérola Clínica

Nódulo parotídeo indolor, crescimento lento, fibroelástico, móvel → Adenoma Pleomórfico (tumor benigno mais comum).

Resumo-Chave

O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum das glândulas salivares maiores, especialmente da parótida. Caracteriza-se por ser um nódulo de crescimento lento, indolor, móvel e de consistência fibroelástica, sem sinais de malignidade como dor, paralisia facial ou crescimento rápido.

Contexto Educacional

Os nódulos na região da glândula parótida são achados comuns na prática clínica e exigem uma investigação cuidadosa. A maioria dos tumores de glândulas salivares ocorre na parótida, e cerca de 80% deles são benignos. O adenoma pleomórfico, também conhecido como tumor misto, é o tumor benigno mais frequente da glândula parótida, representando aproximadamente 60-70% de todas as neoplasias parotídeas. Clinicamente, o adenoma pleomórfico se apresenta como uma massa indolor, de crescimento lento e progressivo, geralmente móvel e de consistência fibroelástica. A ausência de dor, paralisia facial ou crescimento rápido são características que o diferenciam de tumores malignos. A idade de pico de incidência é entre a 3ª e 6ª décadas de vida. O diagnóstico é feito por meio de exame físico, exames de imagem (ultrassonografia, TC ou RM) e, idealmente, biópsia por agulha fina (PAAF). O tratamento é a ressecção cirúrgica completa, geralmente por parotidectomia, com o cuidado de preservar o nervo facial. Embora benigno, o adenoma pleomórfico tem potencial para transformação maligna (carcinoma ex-adenoma pleomórfico) se não for tratado ou se houver recorrências, o que justifica a remoção cirúrgica mesmo em tumores assintomáticos.

Perguntas Frequentes

Quais são as características clínicas que sugerem malignidade em um nódulo de parótida?

Sinais de malignidade incluem crescimento rápido, dor, fixação a planos profundos, paralisia facial, linfonodomegalia cervical e ulceração da pele.

Qual o exame inicial mais indicado para investigar um nódulo de parótida?

A ultrassonografia é frequentemente o exame inicial, seguida por tomografia computadorizada ou ressonância magnética para melhor delimitação e planejamento cirúrgico. A biópsia por agulha fina (PAAF) é crucial para o diagnóstico histopatológico.

Qual o tratamento para o adenoma pleomórfico da parótida?

O tratamento é cirúrgico, geralmente uma parotidectomia superficial ou total, dependendo da localização e tamanho do tumor, com o objetivo de remover completamente a lesão e preservar o nervo facial.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo