HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Paciente feminina, 34 anos de idade, apresenta nódulo de 2 cm, abaixo do lóbulo da orelha direita, há cerca de 4 anos. Nega tabagismo ou comorbidades. Ao exame físico, observa-se nodulação firme, móvel, indolor, sem linfonodomegalias cervicais e sem prejuízo da mímica facial. Qual o diagnóstico mais provável?
Nódulo parotídeo firme, móvel, indolor, crescimento lento e sem paralisia facial → Adenoma pleomórfico.
O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum da glândula parótida, caracterizado por crescimento lento, indolência e ausência de sinais de malignidade como paralisia facial ou fixação aos planos profundos.
O adenoma pleomórfico, também conhecido como tumor misto, é a neoplasia mais comum das glândulas salivares maiores, especialmente da parótida, representando cerca de 60-70% de todos os tumores parotídeos. É um tumor benigno que se origina de células epiteliais e mesenquimais, daí seu nome "pleomórfico". Geralmente afeta adultos jovens e de meia-idade, com ligeira predominância em mulheres. Clinicamente, o adenoma pleomórfico manifesta-se como uma massa indolor, firme, móvel e de crescimento lento, que pode estar presente por anos. A ausência de dor, paralisia facial ou fixação aos tecidos adjacentes são características que sugerem benignidade. Embora benigno, possui potencial de transformação maligna, especialmente após muitos anos de evolução ou em casos de recorrência, transformando-se em carcinoma ex-adenoma pleomórfico. O diagnóstico é feito pela combinação de exame clínico, exames de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e biópsia por agulha fina (PAAF). O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente uma parotidectomia superficial ou total, com preservação do nervo facial, devido ao risco de recorrência se a excisão for incompleta e ao potencial de malignização.
O adenoma pleomórfico geralmente se apresenta como uma massa firme, móvel, indolor, de crescimento lento, localizada na glândula parótida, sem causar paralisia facial.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem o tumor de Warthin (cistoadenoma papilar linfomatoso), carcinoma mucoepidermoide, carcinoma adenoide cístico, linfoma e cistos.
A conduta inicial inclui anamnese detalhada, exame físico, exames de imagem como ultrassonografia ou ressonância magnética, e biópsia por agulha fina (PAAF) para avaliação citopatológica.
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