HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Paciente feminina, 34 anos de idade, apresenta nódulo de 2 cm, abaixo do lóbulo da orelha direita, há cerca de 4 anos. Nega tabagismo ou comorbidades. Ao exame físico, observa-se nodulação firme, móvel, indolor, sem linfonodomegalias cervicais e sem prejuízo da mímica facial. Qual o diagnóstico mais provável?
Nódulo parotídeo firme, móvel, indolor, crescimento lento, sem paralisia facial → Adenoma Pleomórfico (mais comum).
O adenoma pleomórfico é o tumor benigno mais comum das glândulas salivares, especialmente da parótida. Caracteriza-se por ser uma massa de crescimento lento, indolor, firme e móvel, sem causar paralisia facial. A história de 4 anos de evolução e a ausência de sinais de malignidade (dor, fixação, paralisia facial) reforçam esse diagnóstico.
Os tumores das glândulas salivares são relativamente incomuns, sendo a glândula parótida o local mais frequente de ocorrência. Cerca de 80% dos tumores da parótida são benignos, e o adenoma pleomórfico, também conhecido como tumor misto, é o mais comum entre eles, representando aproximadamente 60-70% de todas as neoplasias parotídeas. Sua epidemiologia mostra uma leve predileção por mulheres e uma incidência maior na quarta e quinta décadas de vida. Clinicamente, o adenoma pleomórfico se apresenta como uma massa solitária, indolor, firme, móvel e de crescimento lento, que pode levar anos para atingir um tamanho considerável. A ausência de dor, fixação aos tecidos adjacentes ou paralisia do nervo facial são características que favorecem o diagnóstico de benignidade. O diagnóstico diferencial de um nódulo parotídeo inclui outras lesões benignas, como o Tumor de Warthin (cistoadenoma papilar linfomatoso), que é o segundo tumor benigno mais comum, mais frequente em homens tabagistas e muitas vezes bilateral. Também devem ser consideradas as neoplasias malignas, como o carcinoma mucoepidermoide (o tumor maligno mais comum da parótida), o carcinoma adenoide cístico e o carcinoma de células acinares. Essas lesões malignas tendem a apresentar crescimento mais rápido, dor, fixação e, em alguns casos, paralisia do nervo facial. A investigação diagnóstica geralmente envolve ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, e a biópsia por agulha fina (PAAF) para confirmação histopatológica. O tratamento definitivo para o adenoma pleomórfico é a ressecção cirúrgica, geralmente uma parotidectomia parcial ou superficial, com preservação do nervo facial, devido ao risco de transformação maligna em casos de longa data ou recorrência.
O adenoma pleomórfico tipicamente se apresenta como uma massa indolor, firme, móvel, de crescimento lento (anos), localizada na região da parótida. A ausência de paralisia facial, dor ou fixação a estruturas adjacentes são características que favorecem o diagnóstico de benignidade.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem outros tumores benignos (como o Tumor de Warthin, lipomas, cistos), tumores malignos (carcinoma mucoepidermoide, carcinoma adenoide cístico, carcinoma de células acinares), linfadenopatias inflamatórias ou infecciosas, e sialoadenites crônicas.
A ausência de paralisia facial é um dado clínico muito importante, pois a paralisia do nervo facial é um sinal de alerta para malignidade em tumores da parótida. Tumores malignos podem invadir o nervo facial, enquanto tumores benignos, como o adenoma pleomórfico, geralmente não o fazem, a menos que atinjam grandes dimensões e o comprimam.
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