Adenoma Hepatocelular: Conduta em Nódulos Maiores

Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2021

Enunciado

Paciente sexo feminino, 28 anos, multípara, em uso de anticoncepcional oral há 5 anos, durante exame ultrassonográfico de rotina foi evidenciado nódulo de 5,5 cm no segmento  VI do fígado de aspecto exofítico. As sorologias para hepatites virais foram negativas. A ressonância magnética com contraste hepato-específico fez o diagnóstico de adenoma hepatocelular. Qual a sua conduta?

Alternativas

  1. A) Suspender anticoncepcional oral e controle com 3 meses.
  2. B) Realizar biópsia percutânea para confirmação diagnóstica.
  3. C) Indicar cirurgia para ressecção.
  4. D) Indicar ablação por radiofrequência.

Pérola Clínica

Adenoma hepatocelular > 5 cm ou sintomático = ressecção cirúrgica.

Resumo-Chave

Adenomas hepatocelulares são tumores benignos do fígado, frequentemente associados ao uso de anticoncepcionais orais. Lesões maiores que 5 cm ou sintomáticas, como no caso, têm maior risco de complicações (hemorragia, malignização) e geralmente requerem ressecção cirúrgica.

Contexto Educacional

O adenoma hepatocelular é um tumor hepático benigno, mais comum em mulheres jovens e frequentemente associado ao uso de anticoncepcionais orais (ACO). Sua importância clínica reside no risco de complicações, principalmente hemorragia espontânea e, em menor grau, transformação maligna para carcinoma hepatocelular. O diagnóstico é geralmente feito por exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada e, especialmente, ressonância magnética com contraste hepato-específico, que oferece alta acurácia diagnóstica. A fisiopatologia envolve a proliferação de hepatócitos sem a arquitetura lobular normal, mas sem atipias significativas. O estrogênio dos ACOs é um potente promotor de crescimento para esses tumores. A conduta para o adenoma hepatocelular depende de seu tamanho, sintomatologia e subtipo histológico (quando conhecido). Para lesões menores que 5 cm e assintomáticas, a primeira medida é a suspensão do ACO, com acompanhamento por imagem. No entanto, para adenomas maiores que 5 cm, como no caso apresentado (5,5 cm), ou para lesões sintomáticas, o risco de hemorragia e malignização é significativamente maior. Nesses cenários, a ressecção cirúrgica é a conduta de escolha, visando prevenir essas complicações. Ablação por radiofrequência pode ser considerada em casos selecionados, mas a cirurgia oferece a remoção completa e a análise histopatológica. Residentes devem estar aptos a diferenciar as condutas baseadas no tamanho e nos riscos associados a esses tumores.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre adenoma hepatocelular e anticoncepcionais orais?

O uso de anticoncepcionais orais (ACO) é um fator de risco bem estabelecido para o desenvolvimento e crescimento de adenomas hepatocelulares. Os estrogênios presentes nos ACOs estimulam o crescimento desses tumores, e a suspensão do ACO é a primeira medida em muitos casos.

Quais são os riscos associados a um adenoma hepatocelular grande?

Adenomas hepatocelulares maiores que 5 cm apresentam maior risco de complicações graves, como hemorragia espontânea (que pode ser fatal) e transformação maligna para carcinoma hepatocelular. Por isso, a conduta para essas lesões é mais agressiva.

Quando a biópsia hepática é indicada para adenomas?

A biópsia hepática não é rotineiramente indicada para adenomas com características radiológicas típicas, devido ao risco de sangramento e à possibilidade de resultados falso-negativos para malignidade. É reservada para casos atípicos ou quando o diagnóstico permanece incerto após exames de imagem.

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