Adenomas Hepáticos: Manejo do Sangramento e Riscos

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2022

Enunciado

Assinale a alternativa correta com relação aos adenomas hepáticos.

Alternativas

  1. A) Adenomas com mutação da B catenina têm como característica maior risco de sangramento.
  2. B) Adenomas hepáticos em mulheres têm maior risco de malignização que em homens.
  3. C) Adenomas do subtipo inflamatório têm maior risco de malignidade que os demais.
  4. D) Ressecções anatômicas são necessárias nos adenomas hepáticos pelo alto risco de recidivas locais.
  5. E) Embolização arterial seletiva é uma boa alternativa de tratamento para pacientes estáveis com adenoma hepático roto.

Pérola Clínica

Adenoma hepático roto estável: embolização arterial seletiva é uma opção terapêutica eficaz.

Resumo-Chave

Adenomas hepáticos são lesões benignas, mas com risco de sangramento e malignização. A conduta depende do tamanho, subtipo histológico e sexo do paciente. Em casos de adenoma hepático roto com paciente estável, a embolização arterial seletiva é uma alternativa valiosa à cirurgia, visando controlar o sangramento e preservar o parênquima hepático.

Contexto Educacional

Adenomas hepáticos são tumores hepáticos benignos raros, mais comuns em mulheres jovens em uso de contraceptivos orais. Embora benignos, apresentam riscos significativos de sangramento e, em menor grau, de transformação maligna para carcinoma hepatocelular. A compreensão de seus subtipos moleculares é fundamental para a estratificação de risco e a tomada de decisão terapêutica. A classificação dos adenomas hepáticos baseia-se em características histopatológicas e moleculares, distinguindo subtipos como HNF1A inativado, inflamatório, B-catenina ativado e não classificado. Cada subtipo possui um perfil de risco distinto em relação ao sangramento e à malignização. Adenomas com mutação da B-catenina e aqueles em homens, por exemplo, têm um risco aumentado de malignidade, enquanto os inflamatórios podem ter maior risco de sangramento. O manejo dos adenomas hepáticos varia desde a observação com interrupção de contraceptivos orais até a ressecção cirúrgica. Em situações de emergência, como um adenoma hepático roto com sangramento ativo, a estabilização do paciente é prioritária. Para pacientes estáveis, a embolização arterial seletiva é uma técnica minimamente invasiva eficaz para controlar o sangramento, preservando o parênquima hepático e evitando uma cirurgia de emergência de maior porte. A ressecção cirúrgica é reservada para lesões de alto risco ou que não respondem à embolização.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de adenomas hepáticos?

Os principais fatores de risco incluem o uso de contraceptivos orais em mulheres, o uso de esteroides anabolizantes em homens e a presença de doenças metabólicas, como a doença hepática gordurosa não alcoólica. A interrupção desses fatores pode levar à regressão da lesão.

Quais subtipos de adenomas hepáticos apresentam maior risco de malignização?

Os adenomas com mutação da B-catenina (subtipo atípico) e os adenomas com mutação de sonic hedgehog (SHH) são os que apresentam maior risco de malignização para carcinoma hepatocelular. O subtipo inflamatório tem um risco intermediário, enquanto o subtipo HNF1A inativado tem o menor risco.

Quando a ressecção cirúrgica é indicada para adenomas hepáticos?

A ressecção cirúrgica é indicada para adenomas maiores que 5 cm, adenomas com mutação da B-catenina independentemente do tamanho, adenomas em homens (devido ao maior risco de malignização), adenomas que crescem rapidamente ou que se tornam sintomáticos, e em casos de sangramento incontrolável.

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