Adenoma Hepático: Nódulo em Mulher Jovem e ACO

UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 24 anos, comparece à consulta de rotina preocupada com uma ultrassonografia de abdome que realizou recentemente. Relata estar assintomática, mas que se preocupou com laudo de nódulo único em fígado, de 4 cm, homogêneo. Nega antecedentes de hepatopatias, hepatites. É usuária de Contraceptivos Orais Combinados (ACO).Sobre o caso descrito, a respeito da mais provável patologia hepática, assinale a afirmativa correta.

Alternativas

  1. A) A paciente apresenta uma lesão denominada Hiperplasia Nodular Focal (HNF), principal patologia benigna do fígado, e o uso de ACO é fator de risco para seu desenvolvimento.
  2. B) A segunda patologia benigna mais comum do fígado é o hemangioma. A maioria dos tumores é pequena, mas podem manifestar sintomas como dores abdominais mesmo com tamanhos pequenos, o que torna obrigatória sua retirada cirúrgica.
  3. C) Os adenomas hepáticos ocorrem mais em mulheres em idade fértil. Lesões sintomáticas geralmente são aquelas maiores do que as apresentadas no caso, entre 8 e 15cm. Recomenda-se, em geral, retirá-los, considerando o risco de transformação maligna e de hemorragia espontânea.
  4. D) A suspensão do ACO utilizado pela paciente é mandatório para reduzir-se o risco de progressão da lesão, compatível com cisto hepático.

Pérola Clínica

Adenoma hepático: comum em mulheres jovens com ACO. Lesões > 5cm ou sintomáticas → cirurgia e suspender ACO.

Resumo-Chave

Adenomas hepáticos são tumores benignos que ocorrem predominantemente em mulheres em idade fértil, com forte associação ao uso de contraceptivos orais combinados (ACO). O risco de transformação maligna (carcinoma hepatocelular) e de hemorragia espontânea aumenta com o tamanho da lesão, especialmente acima de 5 cm. A suspensão dos ACO é mandatório e a ressecção cirúrgica é geralmente recomendada para lesões maiores ou sintomáticas.

Contexto Educacional

A avaliação de nódulos hepáticos em mulheres jovens, especialmente aquelas em uso de contraceptivos orais, é um cenário clínico frequente e desafiador. O adenoma hepático é uma das principais patologias a serem consideradas, dada sua associação com os ACO e o potencial de complicações graves como hemorragia e transformação maligna. É crucial realizar um diagnóstico diferencial preciso com outras lesões benignas, como a Hiperplasia Nodular Focal e o hemangioma, e estabelecer um plano de manejo adequado que pode incluir a suspensão dos ACO, vigilância ou ressecção cirúrgica, visando a segurança da paciente e a prevenção de desfechos adversos.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre adenoma hepático e contraceptivos orais?

O adenoma hepático tem uma forte associação com o uso de contraceptivos orais combinados (ACO), sendo mais comum em mulheres em idade fértil que utilizam esses medicamentos. Os ACO são considerados um fator de risco para o desenvolvimento e crescimento dos adenomas.

Quando a ressecção cirúrgica é recomendada para adenomas hepáticos?

A ressecção cirúrgica é geralmente recomendada para adenomas hepáticos maiores que 5 cm, lesões sintomáticas (devido ao risco de hemorragia) ou em casos de dúvida diagnóstica, considerando o risco de transformação maligna e de hemorragia espontânea. A suspensão dos ACO é sempre indicada.

Como diferenciar adenoma hepático de Hiperplasia Nodular Focal (HNF) na ultrassonografia?

A diferenciação entre adenoma hepático e Hiperplasia Nodular Focal (HNF) pode ser desafiadora na ultrassonografia. A HNF tipicamente apresenta uma cicatriz central estrelada e é considerada uma lesão benigna sem risco de malignização, não associada aos ACO. Exames como ressonância magnética com contraste específico são frequentemente necessários para a distinção.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo