Adenoma Hepático: Diagnóstico e Manejo em Mulheres

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022

Enunciado

A dor abdominal do quadrante superior direito se desenvolve numa paciente de 27 anos de idade que faz uso de contraceptivos orais. A tomografia demonstra uma área Hipodensa, de 8 cm de massa no lobo direito do fígado. A cintilografia com tecnécio 99 revela um defeito na área da massa. A arteriografia revela um tumor hipervascular com um periférico suprimento de sangue. Qual das alternativas abaixo é a mais apropriada no manejo desta paciente?

Alternativas

  1. A) Ressecção hepática
  2. B) Embolização arterial
  3. C) Biópsia percutânea por agulha
  4. D) Descontinuação de contraceptivos orais e observação com tomografias seriadas

Pérola Clínica

Adenoma hepático em usuária de ACO com massa > 5 cm ou sintomática → ressecção cirúrgica.

Resumo-Chave

A paciente apresenta um quadro clínico e radiológico sugestivo de adenoma hepático, uma lesão benigna associada ao uso de contraceptivos orais. O tamanho da massa (8 cm) e a presença de sintomas (dor) indicam um risco elevado de complicações como hemorragia ou malignização, tornando a ressecção hepática a conduta mais apropriada.

Contexto Educacional

O adenoma hepático é um tumor benigno raro do fígado, predominantemente encontrado em mulheres jovens em idade fértil, com forte associação ao uso de contraceptivos orais. A patogênese está ligada à estimulação estrogênica, que promove o crescimento hepatocelular. Embora benigno, o adenoma hepático apresenta riscos significativos, como hemorragia espontânea (intratumoral ou intraperitoneal) e, em menor grau, transformação maligna para carcinoma hepatocelular, especialmente em lesões maiores. O diagnóstico é frequentemente incidental, mas pode se manifestar com dor abdominal no quadrante superior direito, como no caso descrito, ou sintomas de hemorragia. Exames de imagem como ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética são cruciais para a caracterização da lesão. A cintilografia com tecnécio 99 pode ajudar a diferenciar de outras lesões hepáticas, como a hiperplasia nodular focal, mas não é diagnóstica para adenoma. A biópsia é geralmente desaconselhada devido ao risco de sangramento. O manejo do adenoma hepático depende do tamanho da lesão e da presença de sintomas. A descontinuação dos contraceptivos orais é a primeira medida. Lesões menores que 5 cm podem ser observadas com exames de imagem seriados. No entanto, adenomas maiores que 5 cm, sintomáticos, ou com características de alto risco (como subtipos específicos ou crescimento rápido) têm indicação de ressecção cirúrgica devido ao risco aumentado de hemorragia e malignização. A ressecção hepática oferece a cura e previne complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de adenoma hepático?

O principal fator de risco para o adenoma hepático é o uso prolongado de contraceptivos orais, especialmente aqueles com altas doses de estrogênio. Outros fatores incluem o uso de esteroides anabolizantes e algumas doenças metabólicas, como a glicogenose tipo I.

Quando a ressecção cirúrgica é indicada para adenomas hepáticos?

A ressecção cirúrgica é indicada para adenomas hepáticos com mais de 5 cm de diâmetro, adenomas sintomáticos (como dor abdominal), adenomas que crescem rapidamente, ou aqueles com características atípicas que sugerem risco de malignização ou hemorragia.

Como o adenoma hepático é diagnosticado e quais exames são úteis?

O diagnóstico de adenoma hepático geralmente é feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), que podem mostrar uma massa hepática hipervascular. A cintilografia com tecnécio 99 pode ser útil para diferenciar de hiperplasia nodular focal, mas a biópsia é geralmente evitada devido ao risco de sangramento.

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