Contraste Hepatoespecífico no Diagnóstico de Adenoma

SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024

Enunciado

A ressonância nuclear magnética com contraste hepático específico é um importante método de diagnóstico para a seguinte patologia:

Alternativas

  1. A) adonomiose
  2. B) adenoma
  3. C) teratoma
  4. D) hipertensão porta

Pérola Clínica

Contraste hepatoespecífico → Diferencia Adenoma (hipocaptante) de HNF (iso/hipercaptante) na fase tardia.

Resumo-Chave

O contraste hepatoespecífico (Primovist) é captado por transportadores OATP; adenomas, por possuírem poucos desses transportadores, aparecem hipointensos na fase hepatobiliar tardia, permitindo o diagnóstico diferencial.

Contexto Educacional

O uso de agentes de contraste hepatoespecíficos revolucionou a radiologia abdominal. O ácido gadoxético (Primovist/Eovist) combina propriedades de um contraste extracelular convencional (permitindo avaliação dinâmica arterial e venosa) com propriedades de um agente funcional hepatocitário. No contexto do Adenoma Hepático, essa tecnologia é crucial. Adenomas são tumores benignos com risco de sangramento e transformação maligna, frequentemente associados ao uso de anticoncepcionais orais. A capacidade de diferenciá-los da Hiperplasia Nodular Focal (HNF) — que é uma lesão puramente benigna sem risco de complicações — é o principal uso clínico desse método. Enquanto a HNF mantém ou aumenta o sinal na fase hepatobiliar devido à presença de hepatócitos funcionais e desarranjo biliar, o Adenoma 'perde' sinal, facilitando a identificação correta e o manejo clínico adequado.

Perguntas Frequentes

Como funciona o contraste hepatoespecífico na RM?

Diferente dos contrastes extracelulares comuns, o contraste hepatoespecífico (como o ácido gadoxético ou Primovist) é captado ativamente pelos hepatócitos funcionais através de transportadores de membrana (OATP1B3) e excretado na bile. Isso permite uma fase adicional de imagem, a fase hepatobiliar (cerca de 20 minutos após a injeção), onde o parênquima hepático normal brilha intensamente, destacando lesões que não possuem hepatócitos funcionais ou transportadores.

Qual o padrão do Adenoma na fase hepatobiliar?

Na imensa maioria dos casos, o adenoma hepático apresenta-se como uma lesão hipointensa (escura) na fase hepatobiliar tardia. Isso ocorre porque as células do adenoma, embora de origem hepatocitária, apresentam uma expressão reduzida ou ausente dos transportadores OATP. Essa característica é fundamental para diferenciá-lo da Hiperplasia Nodular Focal (HNF), que geralmente é iso ou hiperintensa devido à presença de ductos biliares malformados que retêm o contraste.

Por que usar RM hepatoespecífica em vez de TC?

A RM com contraste hepatoespecífico possui uma sensibilidade e especificidade muito superiores à Tomografia Computadorizada (TC) para a caracterização de nódulos hepáticos em fígados não cirróticos. Ela consegue diferenciar com precisão lesões benignas que possuem comportamento vascular semelhante, como o Adenoma e a HNF, reduzindo a necessidade de biópsias hepáticas invasivas e auxiliando na decisão terapêutica (observação vs. cirurgia).

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