Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2021
É uma proliferação benigna relativamente rara dos hepatócitos no contexto de um fígado normal. É encontrado predominantemente em mulheres jovens (com idade entre 20 a 40 anos) e está geralmente associado ao uso de hormônios esteroides a longo prazo, tais como pílulas anticoncepcionais orais. São geralmente únicos, mas lesões múltiplas têm sido relatadas em 12% a 30% dos casos. Histologicamente é composto de cordões de hepatócitos benignos contendo grande quantidade de glicogênio e gordura. Os dois maiores riscos são a ruptura (com hemorragia intraperitoneal que constitui ameaça potencial à vida) e a transformação maligna.
Adenoma hepático = Mulher jovem + ACO + risco de ruptura/hemorragia e transformação maligna.
O adenoma hepático é uma proliferação benigna de hepatócitos, fortemente associada ao uso de anticoncepcionais orais em mulheres jovens. Seu principal risco é a ruptura com hemorragia intraperitoneal e a potencial transformação maligna, exigindo vigilância e, muitas vezes, ressecção cirúrgica.
O adenoma hepático, ou adenoma hepatocelular, é uma neoplasia benigna rara do fígado, predominantemente encontrada em mulheres jovens (20-40 anos). Sua epidemiologia está intimamente ligada ao uso de anticoncepcionais orais e outros hormônios esteroides. É crucial reconhecer esta condição devido aos seus potenciais riscos e à necessidade de manejo adequado, sendo um tema relevante em gastroenterologia e cirurgia. Histologicamente, o adenoma é composto por hepatócitos benignos com grande quantidade de glicogênio e gordura, sem a arquitetura lobular normal ou ductos biliares. A fisiopatologia está relacionada à estimulação hormonal. O diagnóstico é feito por exames de imagem (ultrassonografia, tomografia, ressonância magnética), que podem mostrar uma lesão bem delimitada. A suspeita deve surgir em mulheres jovens com histórico de uso de ACO e massa hepática. O tratamento depende do tamanho da lesão e dos sintomas. Adenomas pequenos e assintomáticos podem ser apenas observados após a interrupção dos ACO. Lesões maiores que 5 cm, sintomáticas ou com subtipos de alto risco de malignização (como os com mutação no gene beta-catenina) geralmente requerem ressecção cirúrgica devido ao risco de ruptura hemorrágica e transformação maligna. O acompanhamento é essencial para monitorar o crescimento e a possível malignização.
O adenoma hepático está fortemente associado ao uso prolongado de hormônios esteroides exógenos, principalmente anticoncepcionais orais, sendo mais comum em mulheres jovens em idade fértil.
Os dois maiores riscos são a ruptura espontânea, que pode levar a hemorragia intraperitoneal com risco de vida, e a transformação maligna para carcinoma hepatocelular, especialmente em adenomas maiores ou com subtipos genéticos específicos.
Diferencia-se do hemangioma (lesão vascular sem risco de malignização) e da hiperplasia nodular focal (HNF), que possui uma cicatriz central característica e baixo risco de complicações. A biópsia ou exames de imagem específicos são frequentemente necessários para a distinção.
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