Adenoma Hepático: Diagnóstico em Mulheres Jovens

UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023

Enunciado

Mulher, 29 anos, em uso de anticoncepcional oral combinado, realizou ultrassonografia abdominal devido à dor em quadrante superior direito do abdome, que então evidenciou imagem arredondada única, 2,0 x 3,3 cm no lobo caudado do fígado. Tomografia computadorizada confirmou a presença do nódulo heterogêneo, com focos hemorrágicos e realce precoce pelo contraste na fase arterial. O diagnóstico mais provável dessa lesão é:

Alternativas

  1. A) Hemangioma.
  2. B) Hiperplasia nodular focal.
  3. C) Adenoma hepático.
  4. D) Hamartoma.
  5. E) Esteatose hepática.

Pérola Clínica

Mulher jovem em ACO com nódulo hepático heterogêneo e hemorrágico → Adenoma hepático.

Resumo-Chave

O adenoma hepático é uma lesão benigna mais comum em mulheres jovens, fortemente associada ao uso de anticoncepcionais orais combinados. Sua apresentação pode incluir dor abdominal e, em exames de imagem, focos hemorrágicos e realce arterial precoce são achados característicos.

Contexto Educacional

O adenoma hepático é uma neoplasia benigna rara do fígado, mais frequentemente diagnosticada em mulheres jovens em idade fértil, com uma forte associação etiológica ao uso de anticoncepcionais orais combinados (ACOs). A história clínica de uso de ACOs em uma mulher jovem com dor abdominal no quadrante superior direito deve levantar a suspeita de lesões hepáticas relacionadas. Clinicamente, o adenoma pode ser assintomático ou manifestar-se com dor abdominal, que pode ser aguda em caso de hemorragia ou ruptura. Os achados de imagem são cruciais para o diagnóstico: na ultrassonografia, pode ser uma massa hipo ou hiperecogênica; na tomografia computadorizada, tipicamente apresenta realce precoce na fase arterial e pode mostrar focos de hemorragia ou necrose, que conferem heterogeneidade à lesão. A presença de hemorragia é um achado característico que ajuda a diferenciá-lo de outras lesões benignas, como o hemangioma ou a hiperplasia nodular focal. O manejo do adenoma hepático geralmente envolve a suspensão dos ACOs, que pode levar à regressão da lesão. Lesões maiores que 5 cm ou aquelas que persistem ou crescem após a suspensão dos ACOs, ou que apresentam características atípicas, podem requerer ressecção cirúrgica devido ao risco de hemorragia e, em menor grau, de transformação maligna. O acompanhamento regular com exames de imagem é fundamental para monitorar a evolução da lesão.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre adenoma hepático e o uso de anticoncepcionais orais?

O adenoma hepático está fortemente associado ao uso prolongado de anticoncepcionais orais combinados, especialmente aqueles com altas doses de estrogênio. A suspensão do ACO pode levar à regressão do adenoma em alguns casos.

Quais são os achados de imagem típicos de um adenoma hepático na tomografia?

Na tomografia, o adenoma hepático geralmente se apresenta como um nódulo heterogêneo, com realce arterial precoce e rápido washout na fase portal. Focos hemorrágicos e necrose são achados comuns, especialmente em lesões maiores.

Quais são os riscos associados ao adenoma hepático?

Os principais riscos do adenoma hepático incluem sangramento espontâneo (que pode ser grave e causar dor abdominal aguda) e, menos frequentemente, a transformação maligna para carcinoma hepatocelular, especialmente em lesões maiores que 5 cm.

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