Adenoma Hepático: Diagnóstico e Manejo em Mulheres Jovens

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 32 anos, previamente hígida, procura o pronto- -atendimento por dor discreta em hipocôndrio direito há dois meses. Nega icterícia, febre ou perda de peso. Relata uso contínuo de anticoncepcionais orais há 12 anos. Ao exame físico, não há sinais de hepatomegalia nem estigmas de hepatopatia crônica. Ultrassonografia de abdome mostra uma lesão sólida, bem delimitada, de 5,0 cm no lobo direito hepático. A ressonância magnética evidencia lesão hipervascular, sem cicatriz central, e com áreas de hemorragia intralesional. Sorologias para hepatites B e C são negativas, e o alfafetoproteína (AFP) está dentro dos valores de referência. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos sobre as neoplasias hepáticas, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A hiperplasia nodular focal é o tumor benigno hepático mais comum em mulheres jovens e tem forte relação com o uso de anticoncepcionais orais.
  2. B) O adenoma hepático é uma neoplasia benigna associada frequentemente ao uso prolongado de anticoncepcionais orais, com risco de hemorragia e transformação maligna.
  3. C) O carcinoma hepatocelular (hepatocarcinoma) é comum em mulheres jovens sem hepatopatia e apresenta níveis séricos normais de AFP.
  4. D) O hemangioma hepático, apesar de ser o tumor benigno mais comum do fígado, apresenta risco elevado de transformação maligna, justificando ressecção cirúrgica de rotina.

Pérola Clínica

Mulher jovem + ACO + lesão hipervascular s/ cicatriz central → Adenoma Hepático.

Resumo-Chave

O adenoma hepático é fortemente associado ao uso de estrogênios, apresentando risco de ruptura/hemorragia e transformação maligna, especialmente em lesões > 5cm.

Contexto Educacional

O adenoma hepático é uma neoplasia benigna de origem hepatocitária. Sua epidemiologia é marcada pela prevalência em mulheres em idade fértil usuárias de anticoncepcionais orais. A fisiopatologia envolve a proliferação de hepatócitos sem ductos biliares ou espaços porta. O diagnóstico por imagem, preferencialmente RM, mostra lesões hipervasculares com queda de sinal em sequências fora de fase se houver gordura. O manejo clínico inicial envolve a suspensão do ACO, mas a ressecção cirúrgica é mandatória em lesões maiores que 5 cm ou em pacientes do sexo masculino pelo risco de complicações graves como hemorragia intraperitoneal e transformação para carcinoma hepatocelular.

Perguntas Frequentes

Qual a relação entre ACO e adenoma?

O uso prolongado de anticoncepcionais orais contendo estrogênio é o principal fator de risco, estimulando o crescimento e a vascularização do tumor. A suspensão do medicamento pode levar à regressão da lesão em alguns casos.

Quando indicar cirurgia no adenoma?

A ressecção cirúrgica é geralmente indicada em pacientes do sexo masculino (maior risco de malignização), lesões maiores que 5 cm após suspensão do ACO ou subtipos específicos com mutação da beta-catenina.

Como diferenciar Adenoma de HNF na RM?

O adenoma costuma ser hipervascular e pode apresentar gordura ou hemorragia, sem cicatriz central. A HNF apresenta a clássica cicatriz central estrelada e captação de contraste específica em fase hepatobiliar.

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