ENARE/ENAMED — Prova 2021
A condição que se apresenta como massa heterogênea hepática, benigna, mais comum em mulheres e que tem caracteristicamente um aumento da incidência com o uso crônico de contraceptivo oral denomina-se
Massa hepática benigna em mulher, associada a ACO → Adenoma Hepático.
O adenoma hepático é uma neoplasia benigna rara do fígado, predominantemente em mulheres jovens, com forte associação ao uso crônico de contraceptivos orais. Sua importância reside no risco de complicações como hemorragia e, menos frequentemente, transformação maligna.
O adenoma hepático, ou adenoma hepatocelular (AHC), é uma neoplasia benigna rara do fígado, que se origina dos hepatócitos. É significativamente mais comum em mulheres jovens, com uma incidência que aumentou paralelamente ao uso de contraceptivos orais (ACOs) e esteroides anabolizantes. Embora benigno, o AHC é clinicamente relevante devido ao seu potencial de complicações graves, como hemorragia espontânea e, em menor grau, transformação maligna para carcinoma hepatocelular (CHC). A fisiopatologia do AHC está intrinsecamente ligada à estimulação hormonal, principalmente estrogênica, que promove o crescimento hepatocelular. Existem subtipos moleculares de AHC com diferentes riscos de malignização e hemorragia, o que impacta o manejo. O diagnóstico é frequentemente incidental em exames de imagem realizados por outras razões, mas pode ser suspeitado em pacientes com dor abdominal ou massa palpável. A ressonância magnética com contraste é o método de imagem de escolha para caracterização, muitas vezes evitando a necessidade de biópsia. O manejo do AHC depende de seu tamanho, subtipo molecular e sintomas. A primeira medida é a interrupção do uso de ACOs, o que pode levar à regressão do tumor. Tumores menores que 5 cm e assintomáticos podem ser acompanhados com exames de imagem periódicos. A ressecção cirúrgica é indicada para tumores maiores que 5 cm, sintomáticos, ou aqueles com características de alto risco para malignização ou hemorragia, especialmente em mulheres que desejam engravidar. O conhecimento sobre o AHC é crucial para residentes, dada a sua associação com fatores de risco comuns e o potencial de complicações sérias.
O principal fator de risco para o adenoma hepático é o uso crônico de contraceptivos orais, especialmente aqueles com altas doses de estrogênio. Outros fatores incluem o uso de esteroides anabolizantes e algumas doenças metabólicas, como a glicogenose tipo I.
As principais complicações do adenoma hepático são a hemorragia intra-tumoral ou intraperitoneal, que pode ser grave e com risco de vida, e a transformação maligna para carcinoma hepatocelular, embora esta última seja menos comum e mais associada a subtipos específicos de adenomas.
O diagnóstico é geralmente feito por exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética. O manejo depende do tamanho do tumor e da presença de sintomas; pode incluir a interrupção do contraceptivo oral, acompanhamento por imagem ou ressecção cirúrgica em casos de tumores grandes, sintomáticos ou com alto risco de complicações.
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