UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Uma paciente de 30 anos procura assistência médica, após ter sido informada de que é portadora de um nódulo no fígado. Ela sempre gozou de boa saúde, não tem antecedentes pessoais ou familiares relevantes e tem hábitos de vida saudáveis. Como está decidida a engravidar, procura aconselhamento sobre a melhor conduta em face da recém-conhecida doença hepática. O exame físico é normal. Traz os seguintes exames de imagem: ultrassonografia, que evidencia nódulo hiperecogênico, único, bem delimitado, medindo seis centímetros, localizado no segmento VI do fígado; uma ressonância magnética confirma a situação e o tamanho do nódulo, com destaque para um hiper sinal da lesão em T2. Diante dessa situação, a paciente deve ser
Nódulo hepático > 5 cm em mulher jovem com desejo gestacional → considerar adenoma → ressecção pré-gravidez.
Um nódulo hepático de 6 cm em mulher jovem, com desejo de engravidar, levanta a suspeita de adenoma hepático. Adenomas > 5 cm têm risco aumentado de sangramento e transformação maligna, e a gravidez (com seus picos hormonais) pode acelerar o crescimento e aumentar o risco de complicações. A ressecção pré-gravidez é a conduta mais segura.
Nódulos hepáticos são achados relativamente comuns, e a avaliação em mulheres jovens, especialmente aquelas com desejo gestacional, requer atenção especial. Entre as lesões hepáticas benignas, o adenoma hepático é de particular interesse devido ao seu potencial de complicações. Embora a hiperplasia nodular focal (HNF) seja mais comum e geralmente assintomática, o adenoma hepático, especialmente quando grande (> 5 cm), apresenta riscos significativos. Adenomas hepáticos são lesões benignas que podem crescer sob estímulo hormonal, como o uso de contraceptivos orais ou a gravidez. O principal risco associado a adenomas grandes é o sangramento espontâneo ou a ruptura, que pode ser uma emergência médica grave. Há também um pequeno risco de transformação maligna para carcinoma hepatocelular. A ressonância magnética é o exame de imagem de escolha para caracterizar essas lesões, e o hiper sinal em T2 pode ser um achado em adenomas. Diante de um adenoma hepático de 6 cm em uma mulher que planeja engravidar, a conduta mais segura é a ressecção cirúrgica do nódulo antes da concepção. Isso elimina o risco de complicações durante a gravidez, quando o manejo de uma hemorragia ou ruptura seria muito mais complexo e perigoso para a mãe e o feto. Após a ressecção bem-sucedida, a paciente pode prosseguir com seus planos de gravidez com menor risco.
A principal preocupação é a possibilidade de ser um adenoma hepático, que, quando > 5 cm, apresenta risco aumentado de sangramento espontâneo e, em menor grau, de transformação maligna. A gravidez, com suas alterações hormonais, pode estimular o crescimento do adenoma e aumentar o risco de complicações.
A HNF é outra lesão benigna comum, mas geralmente não tem risco de malignização ou sangramento significativo. Na RM, a HNF tipicamente apresenta uma cicatriz central e captação homogênea e persistente do contraste. O adenoma, por outro lado, pode ter captação heterogênea e não possui cicatriz central, além de ter hiper sinal em T2, como descrito na questão.
A ressecção profilática é recomendada para adenomas > 5 cm em mulheres que desejam engravidar devido ao risco de complicações graves durante a gestação, como ruptura e hemorragia intra-abdominal, que podem ser fatais para a mãe e o feto. A cirurgia antes da gravidez minimiza esses riscos.
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