Rotura de Adenoma Hepático: Diagnóstico e Fatores de Risco

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2024

Enunciado

Homem, 28 anos de idade, procura pronto-socorro por dor abdominal em hipocôndrio direito e flanco direito há 6 horas. Nega comorbidades prévias. Usa esteroide anabolizante sem orientação médica. Ao exame físico, encontra-se em regular estado geral, hipocorado 2+/4+, FC 120 bpm e PA 80x50mmHg. Abdome encontra-se plano, flácido, doloroso à palpação de hipocôndrio direito, com sinais de irritação peritoneal apenas nessa localização, restante normal. O restante do exame físico está normal. Os exames laboratoriais mostram Hb 8,2g/dL, sem demais alterações. Realizou TC de abdome total, disponível a seguir:Qual é o diagnóstico deste paciente?

Alternativas

  1. A) Rotura de adenoma hepático
  2. B) Abscesso hepático amebiano
  3. C) Hepatite aguda medicamentosa
  4. D) Degeneração de hemangioma hepático

Pérola Clínica

Homem jovem + esteroide anabolizante + dor HD + choque + Hb baixa + lesão hepática na TC → Rotura de adenoma hepático.

Resumo-Chave

O quadro de dor abdominal aguda em hipocôndrio direito, choque hipovolêmico (FC 120, PA 80x50), anemia (Hb 8,2) e uso de esteroides anabolizantes, com irritação peritoneal localizada, é altamente sugestivo de rotura e sangramento de um adenoma hepático. Esteroides anabolizantes são um fator de risco conhecido para adenomas hepáticos.

Contexto Educacional

O adenoma hepático é um tumor benigno raro do fígado, mais comum em mulheres jovens em uso de contraceptivos orais, mas também associado ao uso de esteroides anabolizantes em homens. Embora benigno, o adenoma tem potencial de complicações graves, como sangramento espontâneo (rotura) e, menos frequentemente, transformação maligna para carcinoma hepatocelular. A rotura é uma emergência médica que pode levar a choque hipovolêmico e óbito se não tratada prontamente. A fisiopatologia da rotura está relacionada à vascularização do adenoma, que pode ser frágil e propensa a sangramentos, especialmente se o tumor cresce rapidamente. O uso de esteroides anabolizantes pode induzir o crescimento e a vascularização desses tumores. Clinicamente, a rotura se manifesta por dor abdominal aguda e intensa no hipocôndrio direito, irradiando para o ombro, e sinais de choque hipovolêmico devido à hemorragia intra-abdominal. O diagnóstico é suspeitado pela história clínica e confirmado por exames de imagem. A tomografia computadorizada com contraste é essencial para visualizar a lesão hepática, o sangramento ativo ou o hemoperitônio. O tratamento inicial foca na estabilização hemodinâmica do paciente, com reposição volêmica e transfusão sanguínea. A conduta definitiva pode variar de embolização arterial seletiva a hepatectomia de urgência, dependendo da estabilidade do paciente e da extensão do sangramento.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para o desenvolvimento de adenomas hepáticos?

Os principais fatores de risco incluem o uso de contraceptivos orais em mulheres, o uso de esteroides anabolizantes em homens, e doenças metabólicas como a glicogenose tipo I.

Quais são os sintomas de uma rotura de adenoma hepático?

A rotura de adenoma hepático geralmente se manifesta com dor abdominal aguda e intensa no hipocôndrio direito, sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão), anemia e, em casos graves, sinais de irritação peritoneal devido ao hemoperitônio.

Como é feito o diagnóstico de rotura de adenoma hepático?

O diagnóstico é feito pela combinação de quadro clínico (dor, choque, anemia) e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) de abdome, que podem mostrar a lesão hepática e o sangramento (hemoperitônio).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo