MedEvo Simulado — Prova 2026
Paciente do sexo feminino, 34 anos, sem antecedentes mórbidos relevantes, procura atendimento especializado devido ao achado incidental de uma lesão hepática em ultrassonografia realizada para investigação de dor pélvica. A paciente faz uso de anticoncepcional oral combinado há 12 anos. Nega perda ponderal, febre ou sintomas dispépticos. Ao exame físico, encontra-se em bom estado geral, anictérica, com abdome plano e indolor, sem massas palpáveis. Traz uma Ressonância Magnética (RM) de abdome superior com contraste hepatoespecífico (ácido gadoxético) que descreve: lesão nodular sólida, exofítica, localizada no segmento lateral esquerdo (segmento II), medindo 5,2 cm em seu maior diâmetro. A lesão apresenta hipersinal em T2, sinal discretamente reduzido em T1 com queda de sinal na sequência fora de fase (sugerindo gordura intracitoplasmática). Após a administração do contraste, observa-se realce arterial intenso e persistência de hipossinal em relação ao parênquima adjacente na fase hepatobiliar (20 minutos após a injeção). Os exames laboratoriais revelam: Hemoglobina 13,2 g/dL, Leucócitos 7.400/mm³, Plaquetas 210.000/mm³, Bilirrubina Total 0,8 mg/dL, TGO 24 U/L, TGP 28 U/L, Fosfatase Alcalina 82 U/L, Gama-GT 35 U/L e Alfa-fetoproteína 3,2 ng/mL. Diante do quadro clínico e radiológico descrito, qual é o diagnóstico e a conduta mais adequada?
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