HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Paciente de 27 anos está em acompanhamento ambulatorial para investigação de nódulo hepático de 6,5cm em segmento VII hepático. Dá entrada no pronto socorro com dor abdominal intensa, sinais de irritação peritoneal, sinais de choque, hipocorada, hipotensa e sudorética. Encaminhada para o centro cirúrgico para laparotomia exploradora. A principal hipótese diagnóstica é:
Nódulo hepático > 5cm em jovem + choque/irritação peritoneal → Ruptura de adenoma hepático.
Adenomas hepáticos são lesões benignas, mais comuns em mulheres jovens, associadas ao uso de contraceptivos orais. Nódulos maiores que 5cm têm risco aumentado de ruptura espontânea e hemorragia, o que explica o quadro de choque hipovolêmico e irritação peritoneal.
Adenomas hepáticos são tumores hepáticos benignos que ocorrem predominantemente em mulheres jovens, frequentemente associados ao uso de contraceptivos orais. Embora benignos, podem apresentar complicações graves, sendo a mais temida a ruptura espontânea com hemorragia intra-abdominal. A fisiopatologia da ruptura está relacionada ao crescimento rápido do adenoma, que pode levar à necrose isquêmica e fragilidade vascular dentro da lesão. Nódulos maiores que 5 cm têm um risco significativamente maior de ruptura. O quadro clínico de dor abdominal intensa, sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, palidez) e irritação peritoneal é clássico de hemorragia intra-abdominal aguda. Diante de um paciente com nódulo hepático conhecido e um quadro de abdome agudo hemorrágico, a ruptura de adenoma hepático deve ser a principal hipótese diagnóstica, especialmente em mulheres jovens. O manejo é uma emergência cirúrgica, com a laparotomia exploradora sendo necessária para controle do sangramento e, se possível, ressecção do tumor. Outras lesões como hamartoma biliar e hemangioma cavernoso raramente causam ruptura com choque, e o hepatocarcinoma, embora possa sangrar, é menos comum nessa faixa etária sem cirrose ou outros fatores de risco.
O principal fator de risco é o tamanho do adenoma, com lesões maiores que 5 cm apresentando maior probabilidade de ruptura. O uso de contraceptivos orais e a gravidez também são fatores associados ao crescimento e sangramento do adenoma.
A ruptura de um adenoma hepático tipicamente se manifesta como dor abdominal súbita e intensa, associada a sinais de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, palidez, sudorese) e irritação peritoneal devido à hemorragia intra-abdominal.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica do paciente, seguida de exames de imagem para confirmar a hemorragia e, frequentemente, a indicação de laparotomia exploradora de emergência para controle do sangramento e ressecção da lesão, se possível.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo