MedEvo Simulado — Prova 2026
Uma paciente de 34 anos é admitida na unidade de emergência com quadro de dor abdominal súbita e excruciante, localizada inicialmente em hipocôndrio direito, com rápida progressão para dor difusa. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, pálida, sudoreica e taquipneica. Os sinais vitais revelam pressão arterial de 82/48 mmHg e frequência cardíaca de 128 bpm. O abdome está distendido, com sinais claros de irritação peritoneal difusa. A paciente relata uso de anticoncepcional oral combinado há aproximadamente 12 anos e nega atraso menstrual ou outras comorbidades. Foi realizado um ultrassom focado para trauma (FAST) que demonstrou grande quantidade de líquido livre em espaços de Morrison, periesplênico e fundo de saco de Douglas. O teste rápido de gravidez (Beta-hCG urinário) foi negativo. Diante do quadro clínico e da principal hipótese diagnóstica, a conduta mais adequada é:
Mulher + ACO + dor súbita + choque + Beta-hCG negativo = Adenoma Hepático Roto.
O adenoma hepático é uma neoplasia benigna associada ao uso de estrogênio; sua ruptura causa hemoperitônio maciço e instabilidade hemodinâmica grave.
O adenoma hepático é um tumor benigno raro, mas com alto risco de complicações como transformação maligna e ruptura hemorrágica, especialmente em lesões maiores que 5 cm. Em mulheres jovens com histórico de uso de anticoncepcionais orais, a dor abdominal súbita associada a sinais de choque deve levantar imediatamente a suspeita de hemoperitônio espontâneo. O FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é uma ferramenta valiosa à beira-leito para confirmar líquido livre em múltiplos espaços. Em cenários de instabilidade hemodinâmica (PA < 90 mmHg, taquicardia), a prioridade é o controle do sangramento e a ressuscitação volêmica agressiva, sendo a laparotomia exploradora a conduta padrão-ouro para controle de danos e hemostasia.
O uso prolongado de anticoncepcionais orais combinados (estrogênio) é o principal fator de risco para o desenvolvimento, crescimento e aumento da vascularização de adenomas hepáticos, elevando o risco de ruptura.
A arteriografia com embolização é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis ou como ponte para cirurgia eletiva. No entanto, na presença de choque refratário e irritação peritoneal, a laparotomia é mandatória.
Para excluir gravidez ectópica rota, que é a principal causa de hemoperitônio em mulheres em idade fértil, apresentando quadro clínico de dor súbita e choque muito semelhante ao adenoma roto.
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