IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2025
Paciente submetido a colecistectomia teve laudo histopatológico de adenocarcinoma, com 11mm que penetra a camada muscular mas não envolve o tecido conectivo profundo ou a serosa. As margens cirúrgicas estão livres. Qual a conduta adequada?
Adenocarcinoma de vesícula T1b (invade muscular, margens livres) após colecistectomia simples → Observação.
O adenocarcinoma de vesícula biliar é frequentemente diagnosticado incidentalmente após colecistectomia por doença benigna. Para tumores em estágio T1b (invasão da camada muscular, mas sem atingir o tecido conectivo profundo ou serosa) e com margens cirúrgicas livres, a colecistectomia simples é considerada curativa, e a conduta adequada é a observação e seguimento.
O adenocarcinoma de vesícula biliar é uma neoplasia maligna agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados, o que confere um prognóstico desfavorável. No entanto, uma parcela dos casos é descoberta incidentalmente após colecistectomia realizada por doença benigna da vesícula, como colelitíase. Nesses casos, o estadiamento patológico pós-cirúrgico é crucial para determinar a conduta subsequente. O estadiamento patológico do câncer de vesícula biliar segue a classificação TNM. Tumores T1 são aqueles que invadem a lâmina própria (T1a) ou a camada muscular (T1b). A distinção entre T1a e T1b é importante para o manejo. Tumores T1a são considerados curados pela colecistectomia simples. Para tumores T1b, como o descrito na questão (11mm, penetra muscular, mas não tecido conectivo profundo ou serosa), a colecistectomia simples também é geralmente considerada curativa, desde que as margens cirúrgicas estejam livres de doença. Portanto, na situação de um adenocarcinoma de vesícula biliar T1b com margens livres após colecistectomia simples, a conduta adequada é a observação e o seguimento clínico. Reabordagens cirúrgicas mais extensas, como ressecção hepática e linfadenectomia, são reservadas para tumores mais avançados (T2 ou superior) ou quando há comprometimento das margens cirúrgicas, visando a obtenção de margens livres e a ressecção de linfonodos regionais potencialmente acometidos. A quimioterapia adjuvante pode ser considerada em estágios mais avançados, mas não é a conduta inicial para T1b com margens livres.
O estadiamento T1b refere-se a um tumor que invade a camada muscular da vesícula biliar, mas não se estende ao tecido conectivo perimuscular profundo ou à serosa. É um estágio inicial da doença.
A colecistectomia simples é considerada tratamento curativo para tumores T1a (invasão da lâmina própria) e T1b (invasão da camada muscular) de vesícula biliar, desde que as margens cirúrgicas estejam livres de doença.
A reabordagem cirúrgica, que pode incluir ressecção hepática segmentar e linfadenectomia regional, é indicada para tumores T2 ou mais avançados, ou para qualquer estágio T com margens cirúrgicas comprometidas após a colecistectomia inicial.
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