Adenocarcinoma Vesícula Biliar T1a: Conduta Pós-Cirúrgica

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 52 anos de idade, com relato de cólicas abdominais esporádicas associadas à alimentação, realizou ultrassonografia de abdome que evidenciou imagem sugestiva de pólipo único de vesícula biliar de 0,5 cm, sem colelitíase associada. A paciente foi submetida à colecistectomia videolaparoscópica e, ao exame anatomopatológico, foi evidenciado adenocarcinoma de vesícula biliar com invasão de lâmina própria. Nesse caso, em relação ao achado mencionado e à próxima conduta, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A paciente deve ser considerada tratada, sem necessidade de procedimento cirúrgico adicional.
  2. B) A paciente deve ser submetida a quimioterapia, com reestadiamento depois e avaliação da necessidade de ampliação cirúrgica.
  3. C) A paciente deve ser submetida à colecistectomia estendida e à linfadenectomia local, com ou sem necessidade de hepatectomia.
  4. D) A paciente deve ser submetida à biópsia de leito hepático laparoscópica para avaliação da necessidade de ampliação cirúrgica.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma de vesícula biliar T1a (invasão lâmina própria) → Colecistectomia simples é curativa.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma de vesícula biliar com invasão restrita à lâmina própria (estágio T1a) é considerado curado pela colecistectomia simples, não necessitando de ampliação cirúrgica ou terapia adjuvante, devido ao baixo risco de metástases linfonodais ou à distância.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de vesícula biliar é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à sua apresentação inespecífica. No entanto, quando detectado precocemente, especialmente em estágios iniciais como o T1a, o prognóstico é significativamente melhor. O estadiamento patológico é crucial para determinar a conduta terapêutica e o prognóstico. O estadiamento T1a refere-se a tumores que invadem apenas a lâmina própria da vesícula biliar, sem atingir a camada muscular. Neste estágio, o risco de metástases linfonodais ou à distância é extremamente baixo. A detecção incidental após colecistectomia por colelitíase ou pólipos é comum, como no caso apresentado, onde um pólipo foi a indicação inicial para a cirurgia. Para o adenocarcinoma de vesícula biliar estágio T1a, a colecistectomia simples (realizada por via laparoscópica ou aberta) é considerada curativa e suficiente, não havendo necessidade de procedimentos adicionais como colecistectomia estendida, linfadenectomia ou hepatectomia. A terapia adjuvante (quimioterapia ou radioterapia) também não é indicada. O acompanhamento clínico é recomendado, mas a paciente é considerada tratada. Para estágios mais avançados (T1b ou superior), a conduta seria diferente, geralmente envolvendo cirurgia mais radical e/ou terapia adjuvante.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o estadiamento T1a no câncer de vesícula biliar?

O estadiamento T1a para câncer de vesícula biliar refere-se a tumores que invadem apenas a lâmina própria da parede da vesícula, sem atingir a camada muscular. É o estágio mais inicial da doença, com excelente prognóstico.

Por que a colecistectomia simples é suficiente para o adenocarcinoma T1a?

A colecistectomia simples é suficiente para o adenocarcinoma T1a porque, neste estágio, o risco de metástases linfonodais ou à distância é negligenciável. A ressecção completa da vesícula biliar remove todo o tumor, sendo considerada curativa.

Quando a colecistectomia estendida é indicada para câncer de vesícula biliar?

A colecistectomia estendida (com ressecção de parte do leito hepático e linfadenectomia regional) é indicada para tumores mais avançados, como T1b (invasão da camada muscular) ou superior, devido ao maior risco de metástases linfonodais e invasão local.

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