Adenocarcinoma in situ Cervical: Conduta Pós-Conização

SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 40 anos, com prole constituída, com diagnóstico de adenocarcinoma in situ de colo uterino com margens livres em conização. Qual é a próxima conduta?

Alternativas

  1. A) Quimioterapia exclusiva.
  2. B) Cirurgia de Wertheim.
  3. C) Radioterapia exclusiva.
  4. D) Histerectomia simples.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma in situ cervical com margens livres em conização, em paciente com prole constituída → histerectomia simples.

Resumo-Chave

Em pacientes com adenocarcinoma in situ de colo uterino, especialmente aquelas com prole já constituída e margens livres após conização, a histerectomia simples é a conduta definitiva e mais apropriada. A conização é diagnóstica e terapêutica, mas a histerectomia oferece a remoção completa do útero, eliminando o risco de doença residual ou recorrência no colo uterino remanescente.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma in situ (AIS) de colo uterino é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo, caracterizada pela proliferação de células glandulares atípicas confinadas à membrana basal. Sua prevalência tem aumentado, e o diagnóstico é feito por biópsia após achados anormais em exames de rastreamento. É crucial para residentes compreenderem o manejo adequado, pois difere do carcinoma escamoso in situ em alguns aspectos. A conização cervical é o procedimento diagnóstico e terapêutico inicial para o AIS. No entanto, devido à natureza multifocal do AIS e à sua tendência de envolver as criptas glandulares mais profundamente, a avaliação das margens é particularmente importante. Mesmo com margens livres, há um risco de doença residual ou recorrência, o que torna a conduta subsequente um ponto chave. Para pacientes com prole constituída e AIS com margens livres após conização, a histerectomia simples é a conduta de escolha, oferecendo a erradicação completa da doença e minimizando o risco de recorrência. Em mulheres que desejam preservar a fertilidade, a conização com margens livres e acompanhamento rigoroso pode ser uma opção, mas exige uma avaliação cuidadosa e individualizada dos riscos e benefícios.

Perguntas Frequentes

Qual a importância das margens livres na conização para adenocarcinoma in situ?

Margens livres na conização indicam que todo o tecido lesional visível foi removido, o que é um bom prognóstico. No entanto, para adenocarcinoma in situ, devido à sua natureza multifocal e potencial de extensão para as criptas glandulares, a histerectomia é frequentemente recomendada mesmo com margens livres em pacientes com prole constituída.

Quando a conização pode ser o tratamento definitivo para adenocarcinoma in situ?

A conização pode ser considerada tratamento definitivo para adenocarcinoma in situ apenas em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade, desde que as margens sejam amplas e livres, e haja acompanhamento rigoroso. Nesses casos, a decisão é individualizada e exige discussão detalhada dos riscos e benefícios.

Qual a diferença entre histerectomia simples e cirurgia de Wertheim?

A histerectomia simples remove o útero e o colo uterino. A cirurgia de Wertheim (histerectomia radical) é um procedimento mais extenso que remove o útero, colo, paramétrios, terço superior da vagina e linfonodos pélvicos, sendo indicada para câncer cervical invasivo, não para lesões in situ.

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