Adenocarcinoma in situ do Colo: Conduta e Tratamento Padrão

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 55 anos, realizou citologia oncótica cérvico-vaginal com resultado: lesão intraepitelial escamosa de alto grau. Foi solicitada uma colposcopia cuja biópsia foi adenocarcinoma in situ de colo uterino. A conduta mais adequada, nesse momento, é

Alternativas

  1. A) conização.
  2. B) histerectomia radical e linfadenectomia pélvica.
  3. C) histerectomia total e salpingectomia
  4. D) radioquimioterapia.
  5. E) traquelectomia radical e pesquisa linfonodo sentinela.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma in situ (AIS) de colo uterino → tratamento padrão é a conização, que é diagnóstica e terapêutica.

Resumo-Chave

A conização (excisão em cone) é o procedimento de escolha para o adenocarcinoma in situ (AIS). Ela remove a lesão e permite a análise histológica completa para excluir invasão, sendo o tratamento definitivo se as margens cirúrgicas estiverem livres e a paciente desejar preservar a fertilidade.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo uterino é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo, caracterizada pela proliferação de células glandulares atípicas confinadas ao epitélio, sem invasão do estroma subjacente. Embora menos comum que as lesões escamosas (NIC), sua incidência tem aumentado, especialmente em mulheres jovens. O diagnóstico geralmente ocorre após a investigação de uma citologia anormal (lesão de alto grau ou atipias glandulares) por meio de colposcopia e biópsia. O manejo padrão para o AIS é a excisão completa da lesão com margens livres. O procedimento de escolha é a conização, também conhecida como excisão ampla da zona de transformação (EZT tipo 3). A conização é fundamental por ser tanto diagnóstica quanto terapêutica. Ela permite que o patologista analise toda a zona de transformação e o canal endocervical, excluindo a presença de doença invasiva e avaliando o status das margens cirúrgicas. Para mulheres que desejam preservar a fertilidade, a conização com margens livres é considerada um tratamento definitivo, seguido de vigilância rigorosa com citologia e colposcopia. A histerectomia total (simples) é uma opção para mulheres com prole constituída, especialmente se as margens da conização estiverem comprometidas. Tratamentos mais agressivos, como histerectomia radical ou radioquimioterapia, são reservados para casos de doença invasiva, não sendo indicados para o AIS.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo da conização no tratamento do adenocarcinoma in situ?

A conização tem um duplo objetivo: é terapêutica, pois remove toda a lesão, e diagnóstica, pois fornece uma peça cirúrgica para o patologista avaliar as margens e, crucialmente, excluir a presença de um carcinoma invasivo oculto.

Quando a histerectomia é indicada após o diagnóstico de AIS?

A histerectomia total (simples, não radical) pode ser considerada em mulheres com prole completa, especialmente se as margens da conização estiverem comprometidas ou se o seguimento adequado não for possível. Também é uma opção se houver recorrência da lesão.

Qual a diferença entre AIS e adenocarcinoma invasivo do colo uterino?

No adenocarcinoma in situ (AIS), as células glandulares malignas estão confinadas ao epitélio glandular e não ultrapassam a membrana basal. No adenocarcinoma invasivo, as células neoplásicas já romperam a membrana basal e invadiram o estroma cervical, adquirindo potencial de disseminação linfática e à distância.

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