Adenocarcinoma in situ Cervical: Conização como Conduta Ideal

HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Mulher, 32 anos de idade, nuligesta, no exame citopatológico apresenta diagnóstico de adenocarcinoma in situ. O exame colposcópico apresenta colo com orifício externo puntiforme, JEC endocervical e ausência de lesões visíveis. Qual a conduta MAIS ADEQUADA para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Ressonância magnética de pelve.
  2. B) Curetagem de canal cervical.
  3. C) Biópsia nos quatro quadrantes do colo.
  4. D) Conização

Pérola Clínica

Adenocarcinoma in situ cervical (AIS) com JEC endocervical e orifício puntiforme → Conização é a conduta MAIS ADEQUADA.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo uterino é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo. Em pacientes com AIS, especialmente nuligestas e com JEC endocervical, a conização é a conduta de escolha para diagnóstico e tratamento, garantindo a excisão completa da lesão e avaliação das margens.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo uterino é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo, com incidência crescente. Seu diagnóstico é feito por citopatológico e confirmado por biópsia, mas a avaliação completa exige atenção especial devido à sua localização frequentemente endocervical. Diferente das lesões escamosas, as lesões glandulares como o AIS tendem a ser multifocais e a se estender mais profundamente no canal endocervical, tornando a colposcopia menos eficaz na delimitação da lesão. A presença de JEC endocervical e orifício externo puntiforme dificulta ainda mais a avaliação visual. A conização cervical é a conduta mais adequada para o AIS, pois permite a excisão de uma amostra representativa para diagnóstico definitivo e tratamento. É crucial obter margens cirúrgicas livres, e o acompanhamento pós-conização deve ser rigoroso, especialmente em pacientes que desejam preservar a fertilidade.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da conização no diagnóstico e tratamento do AIS cervical?

A conização permite a excisão de uma amostra cônica do colo uterino, incluindo a zona de transformação e o canal endocervical, essencial para avaliar a extensão da lesão glandular e garantir margens livres.

Por que a JEC endocervical e o orifício puntiforme são relevantes neste caso?

A JEC endocervical indica que a zona de transformação está dentro do canal, dificultando a visualização completa pela colposcopia. O orifício puntiforme pode dificultar a avaliação e a excisão adequada, reforçando a necessidade da conização.

Quais são as opções de tratamento para AIS em pacientes que desejam preservar a fertilidade?

A conização é a principal opção. Em casos selecionados e com margens livres, pode-se considerar acompanhamento rigoroso. No entanto, a histerectomia é o tratamento definitivo para mulheres que não desejam mais gestar.

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