SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
C.F., 29 anos, nuligesta, apresentou ao exame citológico diagnóstico de adenocarcinoma in situ. Exame colposcópico com colo com orifício externo puntiforme, JEC endocervical não visualizável e ausência de lesões visíveis. Aponte a melhor conduta:
AIS cervical + JEC não visível → Conização para diagnóstico e tratamento.
O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo uterino é uma lesão glandular pré-maligna. Quando a junção escamocolunar (JEC) não é visível à colposcopia, é essencial realizar uma conização para avaliar a extensão da lesão e garantir que não haja invasão, pois a lesão pode estar localizada mais profundamente no canal endocervical.
O adenocarcinoma in situ (AIS) do colo uterino é uma lesão precursora do adenocarcinoma invasivo. Seu diagnóstico citológico exige uma investigação colposcópica detalhada. Diferentemente das lesões escamosas, as lesões glandulares podem ser mais difíceis de visualizar e podem se estender mais profundamente no canal endocervical. A colposcopia é considerada insatisfatória quando a junção escamocolunar (JEC) não é totalmente visível, o que impede a avaliação completa da zona de transformação. Em pacientes com diagnóstico de AIS e JEC não visível, a conização cervical é a conduta padrão. Este procedimento permite a excisão de um cone de tecido do colo uterino para análise histopatológica, garantindo a avaliação das margens e a exclusão de um câncer invasivo oculto. A conização serve tanto como método diagnóstico quanto terapêutico para o AIS. É crucial obter margens livres de lesão para reduzir o risco de recorrência. Para mulheres nuligestas que desejam preservar a fertilidade, a conização é preferível à histerectomia, desde que as margens estejam livres e não haja evidência de invasão. O seguimento rigoroso é fundamental após o procedimento.
Significa que a junção escamocolunar, onde a maioria das lesões cervicais se origina, está localizada dentro do canal endocervical e não pode ser totalmente visualizada, dificultando a avaliação completa da lesão.
A conização permite a remoção de um fragmento cônico do colo uterino, incluindo a JEC e o canal endocervical, possibilitando uma avaliação histopatológica completa da lesão e a exclusão de invasão.
Os riscos incluem sangramento, infecção, estenose cervical, incompetência istmocervical e parto prematuro em gestações futuras, embora a técnica seja geralmente segura.
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