HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024
Paciente de 51 anos, sem comorbidades, é atendido no ambulatório por diagnóstico de adenocarcinoma de sigmoide sem invasão de estruturas adjacentes ou linfonodomegalia. Em estadiamento, identifica-se a alteração mostrada na imagem. O primeiro passo oncológico, dentre os abaixo, deve ser:
Adenocarcinoma de sigmoide com metástase hepática (estágio IV) → Quimioterapia sistêmica é o primeiro passo.
Em pacientes com adenocarcinoma de sigmoide e doença metastática (estágio IV), a quimioterapia sistêmica é geralmente o primeiro passo oncológico. O objetivo é controlar a doença, reduzir o tamanho dos tumores (incluindo as metástases hepáticas) e, em alguns casos, tornar as metástases ressecáveis cirurgicamente.
O diagnóstico de adenocarcinoma de sigmoide, mesmo sem invasão local ou linfonodal, muda drasticamente de prognóstico e abordagem terapêutica quando há evidência de doença metastática, como metástases hepáticas. Neste cenário de doença em estágio IV, a estratégia inicial visa o controle sistêmico da doença. A quimioterapia sistêmica é o primeiro passo oncológico na maioria dos casos de câncer colorretal metastático. Seu objetivo principal é reduzir a carga tumoral, controlar a progressão da doença, aliviar sintomas e, em alguns pacientes, tornar as metástases hepáticas ressecáveis. A escolha do esquema quimioterápico dependerá de fatores como o estado geral do paciente, a biologia do tumor (ex: status RAS/BRAF) e a extensão da doença. Embora a ressecção cirúrgica das metástases hepáticas seja uma opção para pacientes selecionados e possa oferecer chance de cura, ela geralmente é considerada após a quimioterapia sistêmica, que atua como tratamento neoadjuvante para reduzir o tamanho das lesões e avaliar a resposta biológica do tumor. Outras terapias locais, como embolização ou radioterapia, podem ser consideradas em contextos específicos, mas não como primeiro passo sistêmico.
A quimioterapia sistêmica é fundamental para controlar a doença disseminada, reduzir o volume tumoral (incluindo metástases), aliviar sintomas e, em alguns casos, converter metástases inicialmente irressecáveis em ressecáveis, melhorando o prognóstico.
A cirurgia para metástases hepáticas é considerada quando as lesões são ressecáveis, seja inicialmente ou após quimioterapia neoadjuvante. A ressecção completa das metástases é o único tratamento potencialmente curativo para doença metastática.
Os esquemas mais comuns incluem combinações de fluoropirimidinas (5-FU ou capecitabina) com oxaliplatina (FOLFOX) ou irinotecano (FOLFIRI), podendo ser associados a agentes biológicos como bevacizumab ou cetuximab, dependendo do status do RAS.
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