USP/HCFMUSP - Hospital das Clínicas da FMUSP (SP) — Prova 2024
Mulher, 61 anos, refere alteração do hábito intestinal há 6 meses, com diarreia intercalada com constipação. Relata sangue nas fezes nesse período. Nega vômitos e perda de peso. Nega comorbidades. Ao exame físico, está em bom estado geral; IMC: 22kg/m²; ausculta torácica sem alterações; abdome flácido, indolor à palpação, sem massas palpáveis; toque retal sem alterações. Apresenta Hb de 10,3 g/dL. Foi submetida à colonoscopia, que evidenciou lesão ulcerada no sigmoide, envolvendo 50% da luz do órgão, sem outras lesões até a válvula ileocecal. A biópsia do sigmoide revelou tratar-se de adenocarcinoma. Realizado estadiamento com a tomografia de abdome apresentada a seguir:Assinale a melhor conduta neste momento.
Adenocarcinoma de sigmoide com anemia e alteração intestinal → investigar estadiamento para definir quimioterapia ou cirurgia.
Em casos de adenocarcinoma de sigmoide, a conduta inicial após o diagnóstico histopatológico e estadiamento é crucial. A presença de anemia e alteração do hábito intestinal são sinais de alerta. A quimioterapia pode ser indicada como tratamento neoadjuvante, adjuvante ou para doença metastática, dependendo do estadiamento completo, que inclui tomografia e outros exames.
O adenocarcinoma de sigmoide é um tipo comum de câncer colorretal, uma das neoplasias mais incidentes e com alta mortalidade global. A doença frequentemente se manifesta em pacientes acima de 50 anos, embora a incidência em jovens esteja aumentando. Os sintomas são inespecíficos e podem incluir alterações do hábito intestinal, sangramento retal, dor abdominal e anemia ferropriva, o que ressalta a importância da investigação diagnóstica em pacientes com esses achados. O diagnóstico é estabelecido por colonoscopia com biópsia, que revela o adenocarcinoma. O estadiamento é crucial e envolve exames de imagem como tomografia computadorizada de abdome e pelve, e tórax, para avaliar a extensão local, o envolvimento linfonodal e a presença de metástases à distância. O sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase) é universalmente utilizado para classificar a doença e guiar o tratamento. A conduta terapêutica para o adenocarcinoma de sigmoide depende do estágio da doença. Para doença localizada, a cirurgia (retossigmoidectomia) é o pilar do tratamento. Em estágios mais avançados, a quimioterapia pode ser utilizada como terapia neoadjuvante (pré-operatória), adjuvante (pós-operatória) ou como tratamento principal para doença metastática. A decisão sobre a melhor conduta é multidisciplinar, envolvendo cirurgiões, oncologistas e radioterapeutas, visando otimizar os resultados e a qualidade de vida do paciente.
Os principais sintomas de alerta incluem alteração persistente do hábito intestinal (diarreia, constipação, ou alternância), sangramento retal ou sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso inexplicável e anemia por deficiência de ferro.
O estadiamento é fundamental para determinar a extensão da doença (TNM - Tumor, Nódulo, Metástase) e guiar a decisão terapêutica. Ele define se o tratamento será cirúrgico, quimioterápico, radioterápico ou uma combinação, e influencia diretamente o prognóstico do paciente.
A quimioterapia pode ser indicada em diferentes cenários: como terapia neoadjuvante (antes da cirurgia) para reduzir o tumor, como adjuvante (após a cirurgia) para eliminar células residuais e reduzir o risco de recidiva, ou como tratamento paliativo para doença metastática avançada.
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