FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente de 65 anos de idade, com sangramento retal há 20 dias, com perda ponderal e com anemia, realizou uma colonoscopia, cujo achado demostrou um adenocarcioma de reto a 4 cm da borda anal, ulceroinfiltrativo (T3N1M0). A partir dessa situação hipotética, é correto afirmar que o procedimento terapêutico recomendado é
Adenocarcinoma de reto baixo T3N1M0 → neoadjuvância (quimio/radio), cirurgia (AAP/RAB), quimio adjuvante.
Para adenocarcinoma de reto localmente avançado (T3N1M0), especialmente em tumores baixos (a 4 cm da borda anal), o tratamento padrão é a neoadjuvância com quimiorradioterapia para reduzir o tumor e melhorar as chances de ressecção completa e preservação do esfíncter. Isso é seguido pela cirurgia radical (amputação abdominoperineal ou ressecção anterior baixa) e, posteriormente, quimioterapia adjuvante para tratar doença microscópica residual.
O adenocarcinoma de reto é uma neoplasia maligna que afeta a porção final do intestino grosso. O estadiamento preciso, como T3N1M0, é crucial para guiar o tratamento, indicando um tumor localmente avançado com envolvimento de linfonodos regionais, mas sem metástases à distância. Tumores localizados a 4 cm da borda anal são considerados tumores de reto baixo, o que impõe desafios adicionais em termos de preservação esfincteriana e morbidade cirúrgica. A incidência do câncer colorretal tem aumentado em populações mais jovens, tornando o conhecimento aprofundado essencial. A fisiopatologia envolve a progressão de pólipos adenomatosos para adenocarcinoma, com mutações genéticas acumuladas. O diagnóstico é feito por colonoscopia com biópsia, e o estadiamento completo inclui ressonância magnética da pelve para avaliar a profundidade da invasão e o envolvimento linfonodal, além de tomografia de tórax e abdome para excluir metástases. Os sintomas como sangramento retal, alteração do hábito intestinal, perda ponderal e anemia são indicativos de doença avançada e devem levantar suspeita. O tratamento para câncer de reto localmente avançado (T3N1M0) é multimodal. Inicia-se com quimiorradioterapia neoadjuvante, que combina radioterapia pélvica com quimioterapia sistêmica (geralmente fluoropirimidinas). Após um período de descanso para recuperação e regressão tumoral, realiza-se a cirurgia, que pode ser uma amputação abdominoperineal (AAP) ou uma ressecção anterior baixa (RAB) com excisão total do mesorreto (ETM), dependendo da localização exata do tumor e da resposta à neoadjuvância. A cirurgia é seguida por quimioterapia adjuvante para erradicar células tumorais residuais e reduzir o risco de recorrência sistêmica. O prognóstico melhorou significativamente com a abordagem multimodal, mas a vigilância pós-tratamento é fundamental.
O estadiamento T3N1M0 indica um tumor localmente avançado, com invasão da camada muscular externa ou tecidos perirretais (T3) e linfonodos regionais positivos (N1), mas sem metástases à distância (M0). Isso direciona para uma abordagem multimodal com neoadjuvância.
A quimiorradioterapia neoadjuvante é utilizada para reduzir o tamanho do tumor (downstaging), esterilizar linfonodos e diminuir o risco de recorrência local, além de aumentar as chances de uma ressecção cirúrgica completa (R0) e, em alguns casos, permitir a preservação do esfíncter.
Para tumores tão baixos, as opções incluem a amputação abdominoperineal (AAP), que resulta em colostomia permanente, ou a ressecção anterior baixa (RAB) com anastomose colorretal ou coloanal, que pode ser considerada dependendo da resposta à neoadjuvância e da possibilidade de obter margens livres adequadas.
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