Câncer de Reto: Quando Indicar Terapia Neoadjuvante Total?

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Seu Geraldo, 68 anos, apresenta quadro de hematoquezia intermitente associada a tenesmo e redução do calibre das fezes há cerca de 5 meses. Ao exame físico, o toque retal identifica uma lesão ulcerovegetante localizada na parede posterolateral direita, a aproximadamente 6 cm da margem anal, ocupando cerca de 40% da circunferência da luz retal e com certa fixação à camada mucosa. A biópsia confirmou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A ressonância magnética (RM) de pelve de alta resolução evidenciou tumor estadiado como cT3c (invasão de 7 mm além da camada muscular própria), com presença de 5 linfonodos mesorretais suspeitos (cN2a). A margem de ressecção circunferencial (MRC) prevista pela RM é de 1,2 mm e foi identificada invasão venosa extramural (EMVI) positiva. Tomografias de tórax e abdome descartaram metástases à distância. Com base no estadiamento e nos fatores de risco apresentados, a conduta inicial mais adequada e a justificativa técnica são:

Alternativas

  1. A) Cirurgia de Excisão Total do Mesorreto (ETM) imediata, seguida de quimioterapia adjuvante; a margem de ressecção circunferencial (MRC) de 1,2 mm na ressonância magnética é superior ao limite crítico de 1 mm, permitindo a cirurgia direta com segurança oncológica.
  2. B) Radioterapia de curso curto (5x5 Gy) com cirurgia imediata em até 7 dias; indicada para tumores T3 com o objetivo de otimizar o controle local sem os efeitos tóxicos da quimioterapia sistêmica em pacientes acima de 65 anos.
  3. C) Quimiorradioterapia neoadjuvante convencional (esquema longo) seguida de Amputação Abdominoperineal do Reto (Cirurgia de Miles); a localização do tumor a 6 cm da margem anal e a presença de EMVI exigem uma margem distal de 5 cm, impossibilitando a preservação esfincteriana.
  4. D) Terapia Neoadjuvante Total (TNT), com quimiorradioterapia seguida de quimioterapia de consolidação (ou indução) antes da Excisão Total do Mesorreto (ETM); a presença de EMVI e o status N2a aumentam significativamente o risco de metástases à distância e recidiva local.

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