HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Qual a conduta mais adequada diante de um paciente portador de adenocarcinoma de reto a 7 cm da borda anal cujos exames de estadiamento (tomografia de tórax e abdome e ressonância magnética de pelve) mostraram tratar-se de uma lesão estádio clinico T3N0M0?
Adenocarcinoma de reto T3N0M0 (7 cm da borda anal) → Radioquimioterapia neoadjuvante + cirurgia.
Para adenocarcinoma de reto médio/inferior (a 7 cm da borda anal) em estágio T3N0M0, a abordagem padrão é a radioquimioterapia neoadjuvante. Isso visa reduzir o tumor, diminuir o risco de recidiva local e permitir uma cirurgia mais conservadora, seguida da ressecção cirúrgica com anastomose.
O adenocarcinoma de reto representa uma parcela significativa dos cânceres colorretais e seu manejo é complexo, exigindo uma abordagem multidisciplinar. O estadiamento preciso, utilizando ressonância magnética de pelve, é fundamental para guiar a terapia, especialmente para tumores localizados no reto médio e inferior. Para tumores de reto T3 ou N+ (linfonodos positivos), localizados a menos de 12 cm da borda anal, a radioquimioterapia neoadjuvante (pré-operatória) é a conduta padrão. Essa terapia visa a downstaging do tumor, ou seja, reduzir seu tamanho e extensão, o que aumenta as chances de uma ressecção cirúrgica completa (R0) e diminui o risco de recidiva local. Após a terapia neoadjuvante e um período de espera para a regressão tumoral, a cirurgia é realizada, geralmente uma retossigmoidectomia com excisão total do mesorreto (ETM) e anastomose colorretal, se possível, para preservar o esfíncter. A escolha da técnica cirúrgica depende da resposta ao tratamento neoadjuvante e da distância do tumor à borda anal.
A radioquimioterapia neoadjuvante é crucial para tumores de reto T3 ou N+ localizados no reto médio e inferior. Ela visa reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens, diminuir o risco de recidiva local e aumentar a taxa de ressecção R0 (sem doença residual macroscópica).
A localização do tumor em relação à borda anal (especialmente reto médio e inferior) é fundamental, pois tumores mais distais (abaixo de 12 cm) têm maior risco de recidiva local e exigem abordagens mais agressivas, como a terapia neoadjuvante, para preservar o esfíncter e otimizar os resultados oncológicos.
T3 indica que o tumor invadiu a camada muscular própria e penetrou através da serosa ou invadiu tecidos perirretais não peritonizados. N0 significa ausência de metástase em linfonodos regionais, e M0 indica ausência de metástase à distância.
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