HRAC-USP/Centrinho - Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais - Bauru (SP) — Prova 2025
Homem, 62 anos de idade, é admitido com relato de fezes em fita e sangramento evacuatório recorrente nos últimos 2 meses. Colonoscopia evidenciou lesão vegetante a 5 cm da borda anal, friável ao toque e laudo de anatomopatológico confirma adenocarcinoma. Exames de estadiamento não evidenciaram lesões secundárias. Assinale a alternativa que apresenta o melhor tratamento indicado ao paciente.
Adenocarcinoma de reto baixo (até 5cm da borda anal) sem metástase → Neoadjuvância + reestadiamento + cirurgia.
Tumores de reto localizados no terço inferior (distal) são frequentemente tratados com neoadjuvância (quimiorradioterapia) para reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens e diminuir o risco de recidiva local antes da cirurgia, especialmente em tumores T3/T4 ou N+.
O adenocarcinoma de reto representa uma parcela significativa dos cânceres colorretais e seu manejo difere do câncer de cólon devido à sua localização na pelve, que impõe desafios anatômicos e funcionais. A proximidade com o esfíncter anal e outros órgãos pélvicos, juntamente com a rica drenagem linfática, aumenta o risco de recidiva local. A apresentação clínica, como fezes em fita e sangramento, é comum e deve levantar a suspeita, levando à investigação com colonoscopia e biópsia. O estadiamento preciso é fundamental e inclui exames de imagem como tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve, além de ressonância magnética da pelve para avaliar a profundidade da invasão tumoral e o envolvimento linfonodal. Para tumores de reto baixo (geralmente até 5 cm da borda anal), especialmente aqueles com estadiamento T3/T4 ou N+, a abordagem padrão é a neoadjuvância, que consiste em quimiorradioterapia pré-operatória. Este tratamento visa reduzir o volume tumoral, esterilizar as margens de ressecção e diminuir o risco de recidiva local, melhorando os resultados oncológicos. Após a neoadjuvância, um período de espera é recomendado para permitir a regressão tumoral máxima, seguido de um novo estadiamento para reavaliar a resposta ao tratamento. Somente então a cirurgia, que pode ser uma retossigmoidectomia (ressecção anterior baixa) ou, em casos selecionados, uma ressecção abdominoperineal, é realizada. A escolha da cirurgia depende da localização e da resposta do tumor. A adjuvância pós-operatória pode ser considerada em casos específicos, mas a neoadjuvância é a pedra angular para tumores de reto localmente avançados.
A distância da borda anal é crucial para definir a estratégia terapêutica. Tumores localizados no reto baixo (geralmente <5 cm) têm maior risco de envolvimento esfincteriano e recidiva local, justificando a neoadjuvância.
Neoadjuvância é o tratamento (geralmente quimiorradioterapia) administrado antes da cirurgia. No câncer de reto, visa reduzir o tamanho do tumor, esterilizar margens, diminuir o risco de recidiva local e, em alguns casos, permitir cirurgias mais conservadoras.
A cirurgia é o pilar do tratamento curativo do adenocarcinoma de reto. Após a neoadjuvância e reestadiamento, a ressecção cirúrgica (como retossigmoidectomia ou ressecção abdominoperineal) é realizada para remover o tumor residual.
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