FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente de 67 anos, masculino, com diagnóstico de adenocarcinoma de reto, cujo estadiamento foi T2N1MO. A lesão dista cerca de 12 cm da borda anal. A melhor forma terapêutica deste doente seria:
Reto superior (>12cm) T2N1 → Cirurgia (Exérese Mesoreto) + Quimioterapia Adjuvante.
Tumores de reto superior comportam-se de forma similar ao cólon; para estádios T2N1, a conduta padrão é cirurgia primária seguida de adjuvância.
O manejo do câncer de reto é altamente dependente da localização anatômica (distância da borda anal) e do estadiamento TNM. O reto é dividido em terços: inferior (<5cm), médio (5-10cm) e superior (10-15cm). A reflexão peritoneal ocorre aproximadamente aos 10-12cm; lesões acima deste ponto são consideradas intraperitoneais. Para lesões de reto superior, a neoadjuvância (quimiorradioterapia) raramente é indicada, pois o risco de recorrência local é menor e a anatomia permite margens cirúrgicas mais seguras. No caso T2N1M0, a cirurgia de exérese mesorretal é o primeiro passo. A confirmação histopatológica de acometimento linfonodal (N+) define a necessidade de quimioterapia adjuvante (geralmente esquemas baseados em fluoropirimidinas e oxaliplatina) para controle de micrometástases.
O reto superior (acima de 10-12 cm da borda anal) é intraperitoneal. Tumores nesta localização são tratados como câncer de cólon (cirurgia primeiro). O reto médio e inferior são extraperitoneais e frequentemente exigem neoadjuvância.
A presença de linfonodo positivo (N1) classifica o tumor como Estádio III. De acordo com os consensos (NCCN/ESMO), pacientes com Estádio III se beneficiam de quimioterapia adjuvante para reduzir o risco de recorrência sistêmica.
A Ressecção Anterior do Reto com exérese parcial ou total do mesoreto (dependendo da altura exata) e anastomose primária, geralmente sem necessidade de estomia de proteção se a anastomose for alta.
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