UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2015
Paciente de 65 anos de idade, queixando-se de hematoquezia e tenesmo retal, realizou exame proctológico sendo constatado lesão úlcero-infiltrativa a 5 cm da borda anal, cuja biópsia revelou adenocarcinoma grau II. A seguir, os cólons foram examinados até o ceco, por meio de colonoscopia.O que se procurava encontrar neste último exame?Após o tratamento, qual é o marcador tumoral utilizado no seguimento clínico da doença?
Adenocarcinoma retal → Colonoscopia total para lesões sincrônicas. Seguimento pós-tto → Marcador tumoral CEA.
Em um paciente com adenocarcinoma retal, a colonoscopia completa até o ceco é essencial para rastrear lesões sincrônicas (outros pólipos ou cânceres) que podem coexistir. Após o tratamento, o marcador tumoral mais utilizado no seguimento clínico para detectar recidivas é o Antígeno Carcinoembrionário (CEA).
O adenocarcinoma retal é uma neoplasia maligna que afeta o reto, sendo uma das formas mais comuns de câncer colorretal. Sua importância clínica reside na alta incidência e na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para melhorar o prognóstico. Os sintomas, como hematoquezia e tenesmo retal, são inespecíficos e podem ser confundidos com doenças benignas, o que ressalta a importância da investigação adequada. A biópsia da lesão é essencial para a confirmação histopatológica do diagnóstico e graduação do tumor. Após a confirmação de um adenocarcinoma retal, o estadiamento da doença é crucial para definir a melhor estratégia terapêutica. A colonoscopia completa até o ceco é um passo fundamental neste processo. Seu principal objetivo é identificar a presença de lesões sincrônicas, que são outros pólipos ou carcinomas que podem estar presentes em diferentes segmentos do cólon. A detecção dessas lesões é vital para um tratamento abrangente e para evitar a subestimação da extensão da doença. Além disso, a colonoscopia permite avaliar a mucosa colônica restante para futuras vigilâncias. No seguimento clínico pós-tratamento do câncer colorretal, o monitoramento de marcadores tumorais desempenha um papel importante. O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é o marcador mais amplamente utilizado para detectar recidivas da doença. Níveis séricos de CEA devem ser medidos periodicamente, pois um aumento progressivo pode indicar a presença de doença residual ou metastática, mesmo antes de ser detectada por exames de imagem. O seguimento também inclui exames de imagem (tomografia computadorizada) e colonoscopias de vigilância, conforme protocolos específicos, para garantir a detecção precoce de qualquer recorrência e otimizar o prognóstico do paciente.
É fundamental realizar uma colonoscopia completa até o ceco para rastrear a presença de lesões sincrônicas, ou seja, outros pólipos adenomatosos ou carcinomas que podem coexistir em outras partes do cólon. Isso é crucial para o estadiamento completo da doença e para planejar a estratégia cirúrgica e de seguimento.
O marcador tumoral mais utilizado no seguimento clínico do câncer colorretal após o tratamento é o Antígeno Carcinoembrionário (CEA). Níveis elevados ou em ascensão do CEA podem indicar recidiva da doença ou metástases, sendo um importante indicador para a solicitação de exames de imagem complementares.
Os sintomas comuns de adenocarcinoma retal incluem hematoquezia (sangue nas fezes), tenesmo retal (sensação de evacuação incompleta), alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação), dor abdominal e, em casos avançados, perda de peso e anemia. A localização da lesão influencia a apresentação dos sintomas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo