Adenocarcinoma de Pulmão Estágio IIIA: Conduta e Epidemiologia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Uma mulher com 49 anos de idade é encaminhada para o ambulatório de Oncologia, em razão de diagnóstico recente de adenocarcinoma de pulmão, com CA de pulmão não-pequenas células em estágio IIIA (T3N1). A paciente nega qualquer história de tabagismo, cabendo ao médico fornecer-lhe, na consulta atual, informações sobre a sua doença e sobre o tratamento ao qual será submetida. Assinale a alternativa que apresenta informações adequadas sobre a doença ou sobre o tratamento a serem dadas pelo médico:

Alternativas

  1. A) A mudança recente da epidemiologia do câncer de pulmão revela que cerca de 50% dos casos ocorrem em pacientes que nunca fumaram.
  2. B) A inclusão de cisplatina no seu tratamento deverá produzir-lhe uma expectativa de sobrevida em 5 anos superior a 80%.
  3. C) O tipo histológico que seria mais esperado no seu caso seria o carcinoma espinocelular, em razão do seu sexo.
  4. D) O tratamento indicado para a paciente deve consistir em cirurgia e quimioterapia adjuvante.

Pérola Clínica

Adenocarcinoma = mais comum em não fumantes. Estágio IIIA (T3N1) → Cirurgia + Quimioterapia Adjuvante.

Resumo-Chave

O adenocarcinoma é o subtipo histológico mais frequente em mulheres e não tabagistas. No estágio IIIA ressecável (como T3N1), o tratamento padrão envolve a ressecção cirúrgica seguida de quimioterapia baseada em platina.

Contexto Educacional

O câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) representa cerca de 85% dos casos de neoplasia pulmonar. O adenocarcinoma superou o carcinoma espinocelular em incidência global, sendo o tipo mais associado a mutações driver (como EGFR e ALK), especialmente em não fumantes. O estadiamento IIIA é heterogêneo. Casos T3N1 (tumor > 7cm ou invasão de estruturas específicas com linfonodos hilares) são considerados ressecáveis. A quimioterapia adjuvante com um dubleto de platina é o padrão ouro pós-operatório, demonstrando ganho de sobrevida global. O papel da radioterapia e da imunoterapia (como o durvalumabe pós-quimiorradioterapia em casos irressecáveis) também é crucial no cenário atual da oncologia torácica.

Perguntas Frequentes

Qual o câncer de pulmão mais comum em quem nunca fumou?

O adenocarcinoma é o tipo histológico predominante em pacientes não tabagistas, mulheres e jovens.

Como tratar o estágio IIIA (T3N1)?

Para pacientes com N1 (linfonodos hilares ipsilaterais), a cirurgia é geralmente o primeiro passo, seguida obrigatoriamente por quimioterapia adjuvante para reduzir o risco de metástases a distância.

A sobrevida no estágio IIIA é alta?

Embora o tratamento tenha evoluído, a sobrevida em 5 anos para o estágio IIIA gira em torno de 25-35%, longe dos 80% citados em algumas alternativas incorretas.

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