SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
O câncer de pulmão é a quarta forma de neoplasia mais frequente e a que mais causa óbito na população mundial. Com referência a essa doença, pode-se concluir que:
Adenocarcinoma é o subtipo mais comum de CPNPC, especialmente em não fumantes e mulheres.
O adenocarcinoma é o subtipo histológico mais comum de câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), respondendo por cerca de 40% dos casos. Sua incidência tem aumentado, sendo o tipo mais frequente em não fumantes, mulheres e jovens, e frequentemente se origina na periferia do pulmão.
O câncer de pulmão é uma das neoplasias mais desafiadoras na medicina, sendo a principal causa de morte por câncer globalmente. Sua alta mortalidade é atribuída, em parte, ao diagnóstico tardio e à natureza agressiva da doença. A classificação histológica é crucial para o manejo, dividindo-se principalmente em câncer de pulmão de pequenas células (CPPC) e câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC), sendo este último responsável por cerca de 85% dos casos. Dentro do CPNPC, o adenocarcinoma tornou-se o subtipo mais prevalente, superando o carcinoma de células escamosas. Ele é frequentemente encontrado na periferia do pulmão e é o tipo mais comum em não fumantes, mulheres e jovens. O estadiamento da doença, utilizando o sistema TNM (tumor, linfonodo, metástase), é fundamental para determinar o prognóstico e guiar o tratamento. É importante notar que a presença de metástases, como o envolvimento de linfonodos supraclaviculares (N3, que é considerado metástase à distância se unilateral ou M1a se contralateral) ou um derrame pleural com células neoplásicas (M1a), indica doença avançada (Estágio IV) e geralmente exclui a cirurgia como tratamento curativo primário, direcionando para terapias sistêmicas. A compreensão desses detalhes é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
Os principais subtipos de CPNPC são o adenocarcinoma (o mais comum), o carcinoma de células escamosas e o carcinoma de grandes células. Cada um possui características histológicas, moleculares e prognósticas distintas.
A presença de linfonodos supraclaviculares comprometidos (N3) indica doença avançada e geralmente inoperável, pois são considerados metástases extratorácicas, classificando o paciente como estágio IV (M1a ou M1b, dependendo da lateralidade).
Um derrame pleural maligno (com células neoplásicas) é classificado como M1a (metástase intratorácica contralateral ou derrame maligno), indicando doença metastática e, portanto, um estágio IV, independentemente do tamanho do tumor primário (T) ou do envolvimento linfonodal (N).
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