HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2020
Assinale a alternativa que é a PRIMEIRA opção de tratamento para adenocarcinoma de próstata com metástases, sintomático, com lesões secundárias em coluna lombar, cuja função é reduzir ação da testosterona nas células neoplásicas:
Adenocarcinoma próstata metastático sintomático → goserelina (agonista GnRH) para ↓ testosterona.
A primeira linha de tratamento para adenocarcinoma de próstata metastático sintomático visa reduzir a ação da testosterona, que estimula o crescimento das células neoplásicas. Agonistas do GnRH, como a goserelina, induzem a castração química.
O adenocarcinoma de próstata é um dos cânceres mais comuns em homens, e a presença de metástases, especialmente em coluna lombar, indica doença avançada e frequentemente sintomática. Nesses casos, a abordagem terapêutica inicial é crucial para controlar a progressão da doença e aliviar os sintomas. A fisiopatologia do câncer de próstata é fortemente ligada à testosterona, que atua como um fator de crescimento para as células neoplásicas. Portanto, a terapia de privação androgênica (TPA) é a pedra angular do tratamento para a doença metastática. Agonistas do GnRH, como a goserelina, são a primeira opção, pois induzem uma 'castração química' ao suprimir a produção de testosterona pelos testículos. O tratamento com goserelina ou outros agonistas de GnRH visa reduzir os níveis de testosterona a níveis de castração, o que leva à regressão tumoral e alívio dos sintomas. É importante monitorar os efeitos colaterais da TPA e considerar o uso de bisfosfonados para metástases ósseas, embora não sejam a primeira linha para a doença em si.
O objetivo principal é reduzir a ação da testosterona, um hormônio que estimula o crescimento das células do câncer de próstata, através da terapia de privação androgênica (TPA).
A goserelina é um agonista do hormônio liberador de gonadotropina (GnRH). Inicialmente, causa um aumento transitório de testosterona, mas com uso contínuo, dessensibiliza os receptores da hipófise, levando a uma supressão da produção de testosterona pelos testículos, induzindo a castração química.
Efeitos colaterais incluem ondas de calor, diminuição da libido, disfunção erétil, fadiga, osteoporose, perda de massa muscular e aumento do risco cardiovascular, que devem ser monitorados.
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