Câncer de Próstata: Estratificação e Estadiamento de Risco

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Sr. Osvaldo, 62 anos, pardo, comparece ao consultório para avaliação de rotina. Ele é assintomático do ponto de vista urinário, mas está preocupado porque um primo próximo foi diagnosticado com câncer de próstata avançado. Ao exame físico, o toque retal revela uma próstata de aproximadamente 30 g, com presença de um nódulo endurecido ocupando cerca de 60% do lobo direito, sem ultrapassar a linha média e sem abaulamento de sulco mediano ou vesículas seminais. O antígeno prostático específico (PSA) total é de 14,2 ng/mL. Diante do achado, foi realizada biópsia transretal guiada por ultrassonografia, que demonstrou adenocarcinoma de próstata com escore de Gleason 3+4=7 (Grade Group 2) em 5 de 12 fragmentos coletados. Com base nos critérios de estratificação de risco e nas recomendações de manejo, qual a classificação de risco e a conduta de estadiamento mais adequada para este paciente?

Alternativas

  1. A) Risco intermediário desfavorável; é indicada a realização de cintilografia óssea e tomografia de abdome e pelve ou ressonância magnética para estadiamento sistêmico.
  2. B) Alto risco, devido ao valor do PSA superior a 10 ng/mL e ao toque retal T2b; deve-se solicitar PET-CT com PSMA como primeiro exame de estadiamento obrigatório.
  3. C) Risco intermediário favorável; não há indicação formal de exames de imagem adicionais para estadiamento sistêmico, podendo-se proceder diretamente à discussão terapêutica.
  4. D) Risco intermediário desfavorável; a biópsia de linfonodo sentinela por via laparoscópica deve preceder qualquer exame de imagem ou decisão terapêutica definitiva.

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