HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Paciente 60 anos, há 1 mês submetido à ressecção completa de pólipo pediculado no reto alto que media 2 cm no maior diâmetro. AP fez o diagnóstico de adenocarcinoma com invasão até a lâmina própria e margens livres. No momento qual a melhor conduta:
Adenocarcinoma em pólipo pediculado com invasão até lâmina própria e margens livres → Observação é a conduta inicial.
Em casos de adenocarcinoma em pólipo pediculado com invasão limitada à lâmina própria (pT1) e margens de ressecção endoscópica livres, a polipectomia é frequentemente curativa. A observação é a conduta padrão, com vigilância colonoscópica conforme as diretrizes.
A ressecção de pólipos colorretais é uma prática comum na prevenção do câncer colorretal. Quando um pólipo é diagnosticado com adenocarcinoma, a conduta subsequente depende de fatores histopatológicos cruciais, como o grau de invasão, diferenciação celular e status das margens de ressecção. A compreensão desses critérios é fundamental para evitar tratamentos excessivos ou insuficientes, impactando diretamente o prognóstico do paciente. O estadiamento patológico de um adenocarcinoma em pólipo é determinante. A invasão limitada à lâmina própria (pT1) em um pólipo pediculado, com diferenciação favorável e margens livres de ressecção endoscópica, geralmente indica que a polipectomia foi curativa. Nesses casos, a cirurgia radical não oferece benefício adicional e expõe o paciente a riscos desnecessários. A ausência de invasão linfovascular também é um fator prognóstico favorável. Portanto, a conduta de observação, com um programa de vigilância colonoscópica adequado, é a abordagem mais apropriada para pacientes que preenchem esses critérios de baixo risco. O acompanhamento visa detectar precocemente novas lesões ou recorrências, garantindo a segurança oncológica sem a morbidade associada a procedimentos cirúrgicos maiores.
A polipectomia é suficiente quando o adenocarcinoma é bem diferenciado, invasão limitada à lâmina própria (pT1), sem invasão linfovascular e com margens de ressecção livres.
Fatores como invasão profunda da submucosa (pT2 ou mais), diferenciação pobre, invasão linfovascular ou margens de ressecção comprometidas indicam a necessidade de cirurgia.
O acompanhamento envolve vigilância colonoscópica regular, com o intervalo dependendo dos achados histopatológicos e do risco individual do paciente para novos pólipos ou câncer.
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