HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Mulher, de 50 anos de idade, previamente hígida, compareceu ao ambulatório com queixa de icterícia progressiva, dispepsia e anorexia. A ultrassonografia abdominal evidenciou dilatação de vias biliares, confirmada por colangiopancreatografia por ressonância magnética, que também visualizou dilatação do ducto de Wirsung e falha de enchimento na papila duodenal, medindo 4mm. Foi submetida posteriormente a uma colangiopancreatografia retrógrada endoscópica, que detectou uma lesão úlceroinfiltrativa na papila duodenal, que foi biopsiada, com subsequente passagem de prótese em vias biliares de 18mm. A anatomia patológica fechou o diagnóstico de um adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Após os exames de estadiamento, foi indicada uma duodenopancreatectomia. Considerando o diagnóstico, assinale a alternativa que apresenta fatores que, caso presentes no estadiamento, sinalizam alto risco para realização de neoadjunvância:
Adenocarcinoma periampular: CA19-9 ↑, linfonodos regionais grandes, perda ponderal excessiva → alto risco para neoadjuvância.
Fatores como CA19-9 elevado, grandes linfonodos regionais e perda ponderal excessiva são marcadores de doença mais avançada ou agressiva, indicando a necessidade de tratamento neoadjuvante para tentar reduzir o volume tumoral e melhorar a ressecabilidade antes da cirurgia definitiva.
O adenocarcinoma de papila duodenal é um tumor periampular que, embora menos comum que o adenocarcinoma de pâncreas, compartilha muitas características diagnósticas e terapêuticas. A apresentação clínica frequentemente inclui icterícia obstrutiva, dor abdominal e perda de peso. O diagnóstico é estabelecido por métodos de imagem como ultrassonografia, colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com biópsia. O estadiamento preciso é crucial para definir a estratégia terapêutica. A presença de fatores de alto risco, como níveis elevados de marcadores tumorais (CA19-9), grandes linfonodos regionais e perda ponderal excessiva, sugere uma doença mais agressiva ou localmente avançada. Nesses casos, a neoadjuvância, que consiste em quimioterapia e/ou radioterapia antes da cirurgia, é frequentemente indicada para tentar reduzir o tamanho do tumor, erradicar micrometástases e aumentar as chances de uma ressecção cirúrgica completa (R0). A duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) é o tratamento curativo padrão para tumores ressecáveis da papila duodenal. A decisão pela neoadjuvância é complexa e envolve a avaliação multidisciplinar do paciente, considerando o estadiamento da doença, o estado geral do paciente e os potenciais benefícios e riscos do tratamento pré-operatório. O objetivo é otimizar os resultados oncológicos e a qualidade de vida do paciente.
Os marcadores tumorais mais relevantes são o CA19-9 e o CEA. Níveis elevados, especialmente do CA19-9, podem indicar maior carga tumoral ou doença mais agressiva.
A neoadjuvância é indicada para reduzir o tamanho do tumor, tratar micrometástases e melhorar a ressecabilidade em pacientes com doença localmente avançada ou com fatores de alto risco, visando melhores resultados cirúrgicos e oncológicos.
Fatores como CA19-9 elevado, presença de grandes linfonodos regionais e perda ponderal excessiva são considerados sinais de alto risco, indicando a necessidade de tratamento neoadjuvante antes da cirurgia.
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