UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Paciente de 61 anos de idade vem ao ambulatório com quadro de ictericia obstrutiva (bilirrubina direta de 7,1 mg/dl). Realizou tomografia de abdome com contraste que evidenciou lesão de 2 cm de diâmetro em cabeça de pâncreas sugestiva de adenocarcinoma, sem invasão vascular arterial ou venosa. Não há sinais de metástases à distância. Qual a conduta recomendada para o caso em questão?
Adenocarcinoma de cabeça de pâncreas ressecável (sem invasão vascular/metástases) → Duodenopancreatectomia (Whipple).
O adenocarcinoma de cabeça de pâncreas é uma neoplasia agressiva. A presença de icterícia obstrutiva é um sintoma comum. Se a tomografia computadorizada não evidenciar invasão vascular arterial ou venosa e não houver metástases à distância, o tumor é considerado ressecável, e a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) é a conduta curativa de escolha.
O adenocarcinoma de pâncreas é uma das neoplasias mais agressivas, com alta mortalidade e diagnóstico frequentemente tardio. A localização mais comum é na cabeça do pâncreas, onde pode causar icterícia obstrutiva devido à compressão do ducto biliar, sendo um sintoma que pode levar ao diagnóstico precoce em alguns casos. O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem como a tomografia computadorizada de abdome com contraste, que avalia a extensão do tumor e a presença de invasão vascular ou metástases. A ausência de invasão arterial ou venosa significativa e de metástases à distância define a ressecabilidade do tumor, um fator crítico para o prognóstico. Para tumores ressecáveis da cabeça do pâncreas, a duodenopancreatectomia (cirurgia de Whipple) é a única opção curativa. Este procedimento complexo, embora associado a morbidade, oferece a melhor chance de sobrevida a longo prazo. A decisão pela cirurgia deve ser tomada em centros especializados, considerando o estado geral do paciente e a ausência de contraindicações.
Um tumor de pâncreas é considerado ressecável quando não há evidência de metástases à distância e não há invasão vascular arterial ou venosa significativa, como oclusão da veia porta/mesentérica superior ou envolvimento da artéria mesentérica superior/tronco celíaco.
A cirurgia de Whipple, ou duodenopancreatectomia, é um procedimento complexo que remove a cabeça do pâncreas, o duodeno, a vesícula biliar e parte do ducto biliar comum. É realizada para remover tumores malignos ressecáveis da cabeça do pâncreas, ampola de Vater, duodeno e colédoco distal, visando a cura.
A drenagem biliar pré-operatória é indicada em pacientes com colangite aguda, disfunção renal ou hepática grave, ou quando a cirurgia será postergada por mais de 2-4 semanas. Em pacientes sem essas condições, a drenagem de rotina não é recomendada antes da cirurgia.
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