Adenocarcinoma de Pâncreas: Diagnóstico e Exames Iniciais

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Homem de 72 anos, encaminhado a ambulatório especializado, com queixa de dor epigástrica, com irradiação em faixa para região dorsal há 3 meses e perda de 8 kg. Queixa-se que na última semana está com prurido, icterícia, náuseas, colúria e acolia. Refere carga tabágica de 30 maços/ano e consumo de bebida alcoólica há 35 anos. Há 15 anos, trata de dislipidemia, hipertensão arterial e diabetes mellitus. Índice de massa corporal de 30 kg/m². Com base na principal hipótese diagnóstica, quais exames iniciais devem ser solicitados?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia de abdome, dosagem de aminotransferases, bilirrubinas e sorologias para hepatites.
  2. B) Colangiopancreatografia endoscópica retrógrada e dosagem de aminotransferases e gama GT.
  3. C) Ressonância magnética de abdome e dosagem de amilase, lipase e cálcio.
  4. D) Tomografia de abdome com contraste e dosagem de CA 19.9.

Pérola Clínica

Suspeita de adenocarcinoma pancreático (idoso, icterícia obstrutiva, perda peso, dor) → TC abdome contraste + CA 19.9 = Exames iniciais para estadiamento e diagnóstico.

Resumo-Chave

Em pacientes idosos com icterícia obstrutiva, perda de peso inexplicada e dor epigástrica irradiada para o dorso, a principal hipótese diagnóstica é adenocarcinoma de pâncreas; a tomografia computadorizada de abdome com contraste é o exame de imagem inicial de escolha para estadiamento e avaliação da ressecabilidade, complementada pela dosagem do marcador tumoral CA 19.9.

Contexto Educacional

O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à inespecificidade dos sintomas iniciais. A apresentação clássica em pacientes idosos com icterícia obstrutiva (colúria, acolia, prurido), dor epigástrica irradiada para o dorso e perda de peso inexplicada deve levantar forte suspeita. Fatores de risco como tabagismo, diabetes mellitus de início recente e pancreatite crônica são relevantes. A investigação diagnóstica inicial deve ser guiada pela suspeita clínica. A tomografia computadorizada (TC) de abdome com contraste é o exame de imagem de escolha, oferecendo alta sensibilidade para detectar a massa pancreática, avaliar o envolvimento de estruturas adjacentes e identificar metástases, sendo crucial para o estadiamento. A dosagem do marcador tumoral CA 19.9, embora não seja diagnóstica isoladamente, complementa a investigação e é útil no seguimento. Outros exames como a ultrassonografia podem ser úteis para identificar a icterícia obstrutiva, mas são menos sensíveis para a avaliação detalhada do pâncreas. A colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (CPER) e a ressonância magnética (RM) com colangiopancreatografia (CPRM) são exames mais invasivos ou de segunda linha, indicados em situações específicas para detalhamento ductal ou quando a TC é inconclusiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do adenocarcinoma de pâncreas?

Dor epigástrica com irradiação dorsal, perda de peso inexplicada, icterícia, prurido, colúria e acolia são sintomas comuns que levantam a suspeita.

Por que a tomografia de abdome com contraste é o exame de escolha inicial?

Permite avaliar a extensão da lesão, o envolvimento vascular e a presença de metástases, sendo fundamental para o estadiamento e planejamento terapêutico.

Qual a importância do CA 19.9 no diagnóstico do câncer de pâncreas?

É um marcador tumoral útil para auxiliar no diagnóstico, monitoramento da resposta ao tratamento e detecção de recorrência, embora não seja específico o suficiente para rastreamento.

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