Adenocarcinoma de Pâncreas Borderline: Conduta Atual

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Renato, 64 anos, apresenta quadro de icterícia obstrutiva progressiva associada a colúria, acolia fecal e perda ponderal de 9 kg em dois meses. Ao exame físico, apresenta-se ictérico (3+/4+), com vesícula biliar palpável e indolor em hipocôndrio direito. A tomografia computadorizada de abdome com protocolo para pâncreas demonstra lesão expansiva sólida de 2,6 cm em cabeça de pâncreas, com sinal de "duplo ducto" (dilatação de vias biliares e ducto pancreático). A lesão apresenta um contato de 120 graus com a artéria mesentérica superior (AMS) e distorce a veia mesentérica superior (VMS) em um segmento de 1 cm, embora a veia permaneça pérvia e passível de reconstrução cirúrgica. Não há evidências de metástases à distância ou acometimento do tronco celíaco. O marcador CA 19-9 encontra-se em 420 U/mL. Considerando o estadiamento atual e as recomendações para o tratamento do adenocarcinoma de pâncreas, a conduta inicial mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar pancreatoduodenectomia (cirurgia de Whipple) imediata com linfadenectomia padrão e reconstrução vascular.
  2. B) Proceder com CPRE para drenagem biliar definitiva e encaminhamento para cuidados paliativos exclusivos.
  3. C) Indicar quimiorradioterapia definitiva com intuito curativo, visto que a lesão é classificada como irresecável.
  4. D) Iniciar quimioterapia neoadjuvante com esquema multidrogas (ex: FOLFIRINOX) e reavaliar para posterior cirurgia.

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