UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Sobre o adenocarcinoma de pâncreas, é INCORRETO afirmar que:
CA 19.9: útil para seguimento e prognóstico no adenocarcinoma de pâncreas, mas não para diagnóstico isolado.
O CA 19.9, embora não seja um marcador diagnóstico ideal devido à sua baixa especificidade, é valioso para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrência do adenocarcinoma de pâncreas, além de ter valor prognóstico.
O adenocarcinoma de pâncreas é uma neoplasia agressiva com alta mortalidade, frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à ausência de sintomas específicos precoces. A maioria dos casos é esporádica, mas formas hereditárias, embora raras, são reconhecidas. A compreensão de sua apresentação clínica e o uso adequado de marcadores tumorais são cruciais para o manejo. A apresentação clínica varia conforme a localização do tumor. Tumores da cabeça do pâncreas tendem a causar icterícia obstrutiva precoce, enquanto tumores do corpo e cauda geralmente se manifestam com dor abdominal, perda de peso e diabetes de início recente, indicando doença mais avançada. O CA 19.9 é uma glicoproteína que pode estar elevada em diversas condições benignas e malignas, o que limita seu uso como ferramenta de rastreamento ou diagnóstico isolado. No entanto, após o diagnóstico histopatológico, o CA 19.9 se torna um marcador valioso para monitorar a resposta à quimioterapia, identificar recorrência da doença e auxiliar na avaliação prognóstica. Níveis persistentemente elevados ou em ascensão após o tratamento podem indicar progressão da doença, enquanto a normalização ou queda sugere boa resposta.
Os sintomas do adenocarcinoma de pâncreas são frequentemente inespecíficos e surgem tardiamente, incluindo dor abdominal ou nas costas, perda de peso inexplicável, icterícia (em tumores da cabeça), diabetes de início recente e fadiga.
O CA 19.9 não é um marcador diagnóstico isolado devido à baixa especificidade. Contudo, é crucial para monitorar a resposta ao tratamento, detectar recorrência e avaliar o prognóstico após o diagnóstico confirmado.
Os principais fatores de risco incluem tabagismo, obesidade, diabetes mellitus de longa data, pancreatite crônica e síndromes genéticas hereditárias, embora a maioria dos casos seja esporádica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo